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Mário Cesariny: a Liberdade agita, acelera, afecta, não nasce, morre em incêndio

    1. [1] Universidade de Coimbra

      Universidade de Coimbra

      Coimbra (Sé Nova), Portugal

  • Localización: Biblos: Revista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ISSN-e 2183-7139, ISSN 0870-4112, Num. 11, 2025 (Ejemplar dedicado a: Liberdade), págs. 333-343
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Mário Cesariny: freedom stirs, accelerates, affects, is not born, dies in flames
  • Enlaces
  • Resumen
    • português

      Este artigo propõe a partir do verso-poema “a Liberdade agita, acelera, afecta, não nasce, morre em incêndio”, uma reflexão sobre o conceito de liberdade no processo criativo de Mário Cesariny. Propo-mo-nos analisar as tensões entre liberdade individual, e subversão coletiva da linguagem na sua obra, marcada por uma crítica feroz ao realismo ideológico e às normatividades políticas, tanto de esquerda quanto de direita. No contexto do surrealismo português, a liberdade surge como um gesto poético e subversivo, inseparável, não convencional, mas antes uma espécie de desmantelamento da escrita pela utilização da palavra em bruto de tal modo que se fragmenta e rarefaz desarticulando-se, a fim de criar uma desconexão discursiva. A arte poética de Mário Cesariny constitui, ao mesmo tempo, uma gramática de mediação onírica do mundo e uma afirmação radical da liberdade como inquietação, rutura e resistência aos constrangimentos sociais, culturais e ideológicos do seu tempo

    • English

      This article proposes, based on the verse-poem ‘Freedom agitates, accelerates, affects, is not born, dies in flames a reflection on the concept of freedom in the creative process of Mário Cesariny. We propose to analyse the tensions between freedom, individuality and collective subversion of language in his work, marked by a fierce critique of ideological realism and political norms, both left-wing and right-wing. In the context of Portuguese surrealism, freedom emerges as a poetic and subversive gesture, inseparable, unconventional, but rather a kind of dismantling of writing through the use of the raw word in such a way that it fragments and rarefies, disarticulating itself in order to create a discursive disconnection. Mário Cesariny’s poetic art constitutes, at the same time, a grammar of dreamlike mediation of the world and a radical affirmation of freedom as restlessness, rupture and resistance to the social, cultural and ideological constraints of his time


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