This work proposes the writings of Elisa, from Casas Pardas, as a formally transgressive essay of her self-portrait, delineating the author’s conception of writing. By producing an intertextual discourse and appropriating various registers, Elisa subverts the authoritative and fixed nature of language, directly affecting the social grammar and representational discourses of women, particularly as writ-ing individuals. Such is an artistic and social libertarian gesture. Fictional manipulation is thus em-phasized as a fertile ground for liberation just like the exercise carried out by Três Marias in Novas Cartas Portuguesas which depends on the notion of face recognition and its puzzlement to unveil the condition of women in the 20th century.
Este trabalho propõe os escritos da personagem Elisa, em Casas Pardas, como ensaio transgressivo do seu autorretrato, delimitando, ulteriormente, a conceção de escrita de Maria Velho da Costa. Ao produzir um discurso intertextual pela apropriação de vários registos, Elisa subverte a natureza autoritária e fixa da língua, operando sobre a gramática social e o discurso representacional da mulher, sobretudo enquan-to pessoa escrevente. Como prefiguração de um ato artística e socialmente interventivo, tal gesto sub-linha a manipulação do autorretrato como lugar libertário. Tal movimento não deixa de dialogar com o exercício instaurado pelas Três Marias em Novas Cartas Portuguesas, o qual parte justamente da noção de reconhecimento do rosto para, na sua contrafação, desvelar a condição das mulheres no século XX.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados