Currently, the world has experienced a pandemic situation which, due to the high degree of contamination and lethality, has led governments of several countries, including Brazil, to adopt measures, such as social isolation, which has generated psychosocial impacts on countless subjects. Given the scenario presented, we seek in this study to identify what meanings has been attributed by Brazilians to the time in isolation due to the pandemic of COVID-19. This article stems from the analysis of a multi-method study with the participation of 2,200 Brazilians, who answered a sociodemographic questionnaire and an open question, disseminated via digital media. For the organization and analysis of data the softwares SPSS, IRaMuTeQ and content analysis by Bardin were used. Based on these processes, evocations were selected that led to representativeness in the group of participants, such as the words: Free, Boredom, Leisure and Work, selected for content analysis according to Bardin's guidelines. The results pointedto psychosocial issues involved in the experiences of isolation/detachment, which reflect, above all, the perceptions about autonomy or lack of it in the apprehension of new social and subjective temporalities, reorganization in working and leisure time, possibilities and impossibilities of leisure, and boredom as a perception of meaninglessness. Thus, we are guided to infer that social isolation, along with the pandemic state, led the participants to new configurations about time, space, work and leisure time, interfering in their well-being and quality of life, summoning stressors resulting from psychosocial adjustments of various kinds.
Ao longo dos últimos anos o mundo tem vivenciado uma situação de pandemia que, devido ao alto grau de contaminação e letalidade, levou governos de diversos países, incluindo o Brasil, a adotar medidas como o isolamento social, o que gerou impactos psicossociais em inúmeros sujeitos. Diante do cenário apresentado, buscamos neste estudo identificar que significados foram atribuídos pelos brasileiros ao tempo no isolamento em decorrência da pandemia de COVID-19. Este artigo decorre das análises de um estudo multimétodos que contou com a participação de 2200 brasileiros, que responderam a um questionário sociodemográfico e uma pergunta aberta, divulgados via meios digitais. Para a organização e análise dos dados utilizou-se os softwares SPSS, IRaMuTeQ e a técnica da análise de conteúdo de Bardin. A partir desses processos foram selecionadas evocações que encaminharam representatividades no conjunto dos participantes, como as palavras: Livre, Tédio, Ócio e Trabalho, selecionadas para análise de conteúdo segundo orientações de Bardin. Os resultados apontaram questões psicossociais envolvidas nas experiências de isolamento/distanciamento, que refletem, sobretudo, nas percepções sobre autonomia ou falta desta na apreensão das novas temporalidades sociais e subjetivas, reorganização no tempo de trabalho e do lazer, possibilidades e impossibilidades de ócio, e tédio como percepção de ausência de sentido. Assim, somos orientados a inferir que o isolamento social, junto ao estado de pandemia, conduziu os participantes a novas configurações sobre tempo, espaço, tempo de trabalho e ócio, interferindo em seu bem-estar e qualidade de vida, convocando elementos estressores decorrentes de ajustamentos psicossociais de ordens diversas.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados