This article takes stock of the 16 years of Angela Merkel’s foreign policy, at a time when the international system suffers from strong hegemonic competition between the usa and China. In the absence of a “grand foreign policy strategy”, Merkel’s method of reacting to crises is characterised by mediation and equidistance and elevated Germany to a central power in the eu. However, in the context of the increasingly fierce competition among great powers, this equidistance was increasingly seen as a sign of weakness and lack of strategic vision, resulting in Germany being characterized as an “uncertain power”.
Este artigo faz um balanço dos dezasseis anos da política externa de Angela Merkel, num momento em que o sistema internacional sofre uma forte competição hegemónica entre os Estados Unidos e a China. À falta de uma «grande estratégia de política externa», Merkel utilizou o método de reação às crises caracterizado pela mediação e a equidistância entre as forças em competição, tornando-se no fiel da balança da política europeia e elevando a Alemanha a potência central da União Europeia. Contudo, a equidistância é crescentemente vista como sinal de fraqueza e falta de visão estratégica, resultando na caracterização da Alemanha como uma «potência incerta».
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