En esta contribución me propongo reflexionar sobre la manera en que surgió la Línea de Investigación “Cuerpo y Poder” en el Postgrado en Antropología Física de la Escuela Nacional de Antropología e Historia en México y cómo, derivado de ella, surgió la noción de cuerpo sentipensante. Defino como principal horizonte analítico el giro paradigmático que, dentro de esta disciplina, nos ha permitido pensar en aquellas verdades incómodas que han guiado el estudio del cuerpo en clave clasificatoria como es evidente en la tradición analítica de este. De acuerdo con esta tradición, se trae a la discusión un cuerpo considerado como provisto por la naturaleza, universal y mensurable, para diferenciar y explicar la variabilidad humana, repensándola críticamente a la luz de esas características que resultan verdades incómodas. La propuesta emerge a partir de la reflexión sobre diversos momentos de mi formación como investigadora y docente, así como de mis propias investigaciones. En consecuencia, adopta una orientación pedagógica que puede mostrar a los estudiantes las rutas adecuadas para la construcción y argumentación de un nuevo paradigma configurado por la noción de un cuerpo sentipensante (feeling-thinking body) (Ramírez, 20021) construido para este propósito.
In this paper, I aim to share a reflection on the emergence of the “Body and Power” research line within the Postgraduate in Physical Anthropology at the National School of Anthropology and History. Additionally, I aim to explore how the notion of the feeling-thinking body originated from this research line. I define the main analytical horizon as the paradigmatic shift which, within this discipline, has allowed us to think about those uncomfortable truths which have guided the study of the body through classfication in accordance with analytical tradition. Brought to the discussion is a body that has been thought of as being provided by nature, universal, and measurable, so as to differentiate and explain human variability and to critically rethink the body bearing in mind those characteristics which have been exposed as uncomfortable truths. The proposal draws upon reflections on various moments of my training as a researcher and teacher and is based on my own research, with a pedagogical orientation that illustrates to students the appropriate routes for the construction and argumentation of a new paradigm configured by the notion of feeling-thinking body built for this purpose.
Nesta contribuição, proponho refletir sobre a forma como começou a Linha de Pesquisa “Corpo e Poder” na Pós-Graduação em Antropologia Física da Escola Nacional de Antropologia e História do México, e como, a partir dela, surgiu a noção de corpo sentipensante. Como o principal horizonte analítico defino a virada paradigmática que, dentro dessa área, nos tem permitido pensar sobre aquelas verdades incômodas que orientaram o estudo do corpo em chave classificatória, como se faz evidente na tradição analítica do corpo. De acordo com essa tradição, trago a discussão um corpo considerado como abastecido pela natureza, universal e mensurável, a fim de diferenciar e explicar a variabilidade humana, repensando-a criticamente à luz dessas características que são verdades incômodas. A proposta surge da reflexão sobre vários momentos da minha formação como pesquisador e professor, bem como de minha própria pesquisa. Consequentemente, adota uma orientação pedagógica que expõe a os alunos os caminhos apropriados para a construção e a argumentação de um novo paradigma formado pela noção de um corpo que sente e pensa (Ramírez, 20021a) construído para esse fim
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