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Argentina
Este artículo se propone analizar un conjunto de expresiones públicas antifeministas difundidas en Argentina entre 2023 y 2025 por referentes políticos. A partir de un enfoque crítico, se identifican los principales tópicos y recursos retóricos de estas intervenciones, que construyen a los feminismos como una amenaza para el orden social. Se examinan las estrategias discursivas que vinculan las políticas de género con el adoctrinamiento, la corrupción moral y el privilegio injustificado, y se rastrean sus vínculos con narrativas globales que exaltan la familia, el mérito individual y la libertad de mercado. El trabajo argumenta que el antifeminismo no constituye un discurso aislado, sino una estrategia que organiza sentidos comunes, moviliza emociones como el miedo, la culpa y la indignación, y legitima reformas regresivas. La convergencia entre neoliberalismo extremo y conservadurismo moral genera un campo afectivo en el que ciertos cuerpos son deshumanizados y otros elevados como guardianes del orden. Frente a esto, el feminismo aparece como un exceso que debe ser contenido. El artículo propone leer estas expresiones como parte de un contramovimiento articulado a nivel nacional e internacional, que busca restaurar las jerarquías de género y desactivar el potencial transformador de las luchas feministas.
Este artigo analisa um conjunto de expressões públicas antifeministas difundidas na Argentina entre 2023 e 2025 por figuras políticas. A partir de uma perspectiva crítica, identificam-se os principais temas e estratégias retóricas que constroem o feminismo como uma ameaça à ordem social. O texto examina como as políticas de gênero são apresentadas como doutrinação, corrupção moral ou privilégios indevidos, e estabelece vínculos com narrativas globais que exaltam a família, o mérito individual e o livre mercado. Argumenta-se que o antifeminismo não constitui um discurso isolado, mas sim uma estratégia de produção de senso comum que organiza afetos como medo, culpa e indignação, e legitima reformas regressivas em nome da liberdade. A convergência entre neoliberalismo extremo econservadorismo moral constrói um campo afetivo em que certos corpos são desumanizados, enquanto outros são elevados como guardiões do “bom” ordenamento social. O feminismo aparece como um excesso que precisa ser contido. O artigo propõe compreender essas expressões como parte de um contramovimento articulado em nível nacional e internacional, que busca restaurar hierarquias de gênero e enfraquecer o potencial transformador das lutas feministas.
This article analyzes a series of antifeminist public statements made by political figures in Argentina between 2023 and 2025. From a critical perspective, it identifies the main themes and rhetorical strategies that depict feminism as a threat to social order. The paper explores how gender policies are framed as ideological impositions, moral dangers, or unjust privileges, and examines their connection with global narratives that promote family values, individual merit, and free-market ideologies. The article argues that antifeminism is not an isolated discourse, but a political strategy that shapes common sense, mobilizes emotions such as fear, guilt, and resentment, and legitimizes regressive reforms under the banner of freedom. The convergence of radical neoliberalism and moral conservatism creates an affective landscape in which certain bodies are dehumanized while others are exalted as guardians of moral order. Feminism is portrayed as excessive and dangerous. The article reads these expressions as part of a transnational countermovement aimed at restoring gender hierarchies and neutralizing the transformative power of feminist struggles.
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