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María Fernanda Moncayo
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Con base en el modelo piramidal para explicar la violencia contra las mujeres, mediante el análisis de contenido temático, se categorizan 2.140 comentarios en 12 noticias (sobre una violación grupal y un feminicidio) publicadas en las fanpages de Facebook de tres periódicos ecuatorianos. Se analiza el posicionamiento de mujeres y hombres frente a la violencia directa o visible, para comprender cómo la reconfiguran en simbólica o invisible. Los hallazgos sugieren que la desinhibición tóxica y la permisividad de las interacciones en las redes sociales digitales alienta en los hombres el uso agresivo de los actos de habla para atacar a las mujeres. Mediante el lenguaje como dispositivo disciplinante, se establece un continuum entre violencia directa y simbólica contra las mujeres
Based on the pyramidal model to explain violence against women , through thematic content analysis, 2,140 comments are categorized in 12 news items (about a gang rape and a femicide) published on the Facebook fanpages of three Ecuadorian newspapers. The positioning of women and men in the face of direct or visible violence is analyzed to understand how they reconfigure it into symbolic or invisible forms. The findings suggest that the toxic disinhibition and permissiveness of interactions in digital social networks encourage men to use aggressive speech acts to attack women. Through language, as a disciplining device, a continuum between direct and symbolic violence against women is established.
Baseado no modelo piramidal para explicar a violência contra as mulheres, por meio de análise de conteúdo temático, 2.140 comentários são categorizados em 12 notícias (sobre um estupro em gangue e um feminicídio) publicadas nas fanpages do Facebook de três jornais equatorianos. O posicionamento de mulheres e homens diante da violência direta ou visível é analisado a fim de entender como eles a reconfiguram em violência simbólica ou invisível. Os resultados sugerem que a desinibição tóxica e a permissividade das interações nas redes sociais digitais incentivam os homens a usar atos agressivos de fala para atacar as mulheres. Através da linguagem, como dispositivo disciplinador, é estabelecida uma continuidade entre a violência direta e simbólica contra as mulheres.
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