Brasil
O artigo analisa os impactos do Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI) na Secretaria Municipal de Educação de Salvador (SMED), com foco na atuação do Grupo de Trabalho Intersetorial (GTI). Trata-se de um estudo de caso de natureza qualitativa, fundamentado na análise de conteúdo temática de questionários aplicados a integrantes do GTI. O estudo dialoga com a produção contemporânea sobre racismo estrutural, políticas públicas antirracistas e gestão educacional. Os resultados indicam que, embora o PCRI possua reconhecimento formal e legitimidade normativa, sua internalização institucional ocorre de forma desigual. Identificam-se limites relacionados à comunicação interna, institucionalização das ações e integração transversal da política na gestão educacional. Conclui-se que o enfrentamento do racismo institucional exige reconfiguração estrutural das práticas administrativas e pedagógicas, superando ações pontuais.
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