Brasil
Bordersand (un)successful linguistic encounters between neighboring nations occur not only by means of oral languages, but also by means of sign languages. This paper aims to present some reflections, based on the theoretical framework of Materialist Discourse Analysis (AD), in confluence with the Semantics of Enunciation studies, about such sucessful and unsucessful encountersat and across borders, involving the deaf subject and sign languages. Weconsider that sign languages participate in the constitution of the border enunciation space (STURZA, 2005), as well as in the national enunciation space (GUIMARÃES, 2006), in the more specific case of deaf refugees.The emergence of a field of studies focused on border sign languages can contribute to the understanding of how sign languages are indistinctly amalgamated in certain enunciationspaces.
As fronteiras e os (des)encontros linguísticos entre nações vizinhas não se dão apenas por meio de línguas orais, mas também por meio das línguas de sinais. O presente artigo tem como objetivo apresentar algumas reflexões, a partir do quadro teórico da Análise de Discurso materialista (AD), em confluência com os estudos Semântica da Enunciação, sobre tais (des)encontros nas e das fronteiras, envolvendo o sujeito surdo e as línguas de sinais. Consideramos que as línguas de sinais participam da constituição do espaço de enunciação fronteiriço (STURZA, 2005), assim como do espaço de enunciação nacional (GUIMARÃES, 2006), no caso mais específico de surdos refugiados. A emergência de um campo de estudos voltado para as línguas de sinais de fronteira pode contribuir para a compreensão de como as línguas de sinais se amalgamam indistintamente em determinados espaços de enunciação.
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