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A propriedade intelectual como estratégia de ampliação de soberania tecnológica americana sobre os recursosnaturais da Amazônia

    1. [1] Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

      Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

      Brasil

  • Localización: Amazônia, direito e socioeconomia / coord. por Ignacio Berdugo Gómez de la Torre, 2025, ISBN 978-84-1091-173-4, págs. 121-140
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Intellectual property as a strategy to expand U.S. technological sovereignty over Amazon natural resources
    • La propiedad intelectual como estrategia para ampliar la soberanía tecnológica estadounidense sobre los recursos naturales de la Amazonía
  • Enlaces
  • Resumen
    • español

      La propiedad intelectual ha sido adoptada como una estrategia de ampliación de la soberanía de los Estados Unidos (EE. UU.) sobre países ricos en biodiversidad como Brasil, a través de acuerdos multilaterales, principalmente el Agreement on Trade-Related Aspects of Intellectual Property Rights (TRIPS). De este modo, el objetivo de este trabajo es demostrar que dicha ampliación de soberanía se ha consolidado, principalmente, mediante la protección del conocimiento, en particular de las patentes derivadas del acceso al potencial genético de la biodiversidad brasileña, sobre todo de la Amazonia. La metodología adoptada es la revisión sistemática, desarrollada en tres etapas: planificación, ejecución y diseminación, conforme a Tranfield, Denyer y Smart (2003), adaptado de Clark y Oxman (2001) y Silva (2016). Los resultados muestran que, al comparar los indicadores de patentes entre EE. UU. y Brasil, en los EE. UU. el 3,9 % y el 6,2 % de las patentes corresponden a las áreas de biotecnología y farmacéutica, respectivamente, a pesar de que el país posee pocas áreas naturales con biodiversidad preservada. Por otro lado, Brasil, que es uno de los mayores detentores de biodiversidad del planeta, albergando biomas como el Pantanal y la Amazonia, no presenta indicadores significativos en las áreas analizadas.

      Se espera, con este trabajo, poner en debate la cuestión, pues el derecho al desarrollo es una premisa básica de la autonomía de los pueblos.

    • English

      Intellectual property has been adopted as a strategy to expand the sovereignty of the United States (US) over biodiversity-rich countries such as Brazil, through multilateral agreements, particularly the Agreement on TradeRelated Aspects of Intellectual Property Rights (TRIPS). Accordingly, the objective of this work is to demonstrate that this expansion of sovereignty has been consolidated mainly through the protection of knowledge, especially patents resulting from access to the genetic potential of Brazilian biodiversity, particularly from the Amazon. The methodology adopted is a systematic review, conducted in three stages: planning, execution, and dissemination, following Tranfield, Denyer and Smart (2003), adapted from Clark and Oxman (2001) and Silva (2016). The results indicate that, when comparing patent indicators between the US and Brazil, in the US 3.9 % and 6.2 % of patents fall within the fields of biotechnology and pharmaceuticals, respectively, despite the country having few natural areas with preserved biodiversity. By contrast, Brazil, which is one of the greatest holders of biodiversity on the planet, encompassing biomes such as the Pantanal and the Amazon, does not show significant indicators in the areas analyzed. This study aims to bring the debate to the forefront, since the right to development is a basic premise of the autonomy of peoples.

    • português

      A propriedade intelectual tem sido adotada como estratégia de ampliação de soberania dos Estados Unidos (EUA) sobre países ricos em biodiversidade como o Brasil, via acordos multilaterais, principalmente o Agreement on Trade-Related Aspects of Intellectual Property Rights (TRIPS). Deste modo, o objetivo deste trabalho é demonstrar que essa ampliação de soberania tem se consolidado, principalmente, por meio da proteção do conhecimento, notadamente, das patentes oriundas do acesso ao potencial genético da biodiversidade brasileira, principalmente da Amazônia. A metodologia adotada é a revisão sistemática, que ocorreu em três estágios: planejamento, condução e disseminação, conforme Tranfield, Denyer e Smart (2003), adaptado de Clark e Oxman (2001) e Silva (2016). Os resultados apontam que, ao comparar os indicadores de patentes entre EUA e Brasil, constata-se que, nos EUA, 3,9 % e 6,2 % das patentes são das áreas de biotecnologia e farmacêutica, respectivamente, mesmo o país detendo poucas áreas naturais com biodiversidade preservadas. Por outro lado, o Brasil, que é um dos maiores detentores da biodiversidade do planeta, abrigando biomas como o Pantanal e a Amazônia, não apresenta indicadores significativos nas áreas analisadas. Espera-se, com esse trabalho, trazer o debate à tona, pois o direito ao desenvolvimento é premissa básica da autonomia dos povos.


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