Kraków, Polonia
The transition from populist authoritarianism to liberal democracy in Poland is proving to be a particularly difficult and gradual process. The main obstacle lies in the legal and institutional barriers established by the former populist government, which constrain democratic reforms. While populist actors frequently bypass the law to consolidate power, the democratic camp is bound to act strictly within constitutional and legal frameworks, slowing down the reversal of authoritarian measures. A further challenge is the need for broad political unity. In Poland, democratic governments are usually coalition-based, which complicates decision-making and often dilutes reform efforts. Moreover, effective democratization requires cooperation not only within the government but also between the executive branch and the presidency, especially since the president holds veto power. The election of Karol Nawrocki, backed by the Law and Justice (PiS) party, has significantly weakened the prospects for democratic consolidation, suggesting a possible resurgence of populism. If PiS were to return to power, possibly in coalition with the right-wing Confederation Party, Poland could face a prolonged departure from liberal democracy toward right-wing, Eurosceptic authoritarianism. This study combines participant observation with an analysis of academic and journalistic discourse to examine Poland’s democratic trajectory. Research question: Can the new democratic government guide Poland’s transition from the system built by Kaczyński toward a consolidated liberal democracy?
A transição do autoritarismo populista para a democracia liberal na Polónia tem se revelado um processo complexo e lento. Essa dificuldade decorre de armadilhas legais e institucionais deixadas pelo governo populista anterior, que dificultam as reformas democráticas. Diferentemente dos populistas, o campo democrático deve atuar estritamente dentro da lei, o que retarda a reversão de mudanças autocráticas. Outro desafio é a necessidade de unidade política entre os reformadores e entre os poderes Executivo e Presidência, especialmente considerando o poder de veto do presidente polaco. A eleição de Karol Nawrocki, apoiado pelo PiS, reduziu significativamente as perspetivas de uma transição democrática bem-sucedida, sinalizando a possível retomada do populismo. Caso o PiS retorne ao poder, possivelmente em coligação com a Confederação, a Polônia pode se afastar da democracia liberal em direção a um autoritarismo populista de direita. O processo de democratização polaco evidencia a complexidade de superar a autocracia populista e destaca o papel crucial da vontade política, dos marcos legais e da unidade institucional na consolidação democrática. Este estudo baseia-se na observação participativa e na análise do discurso académico e jornalístico como componentes centrais do debate público. Parte da seguinte questão: Será o novo governo democrático polaco capaz de conduzir o país a uma democracia liberal?
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