Este artigo reflete o trabalho desenvolvido no curso aqui referido como TCEPLE, ofertado em uma Instituição de Ensino Superior Federal no Brasil, com o intuito de promover formação complementar a discentes de graduação com interesse em atuar no ensino de português para estrangeiros. Objetivamos discutir e compreender três questões cruciais suscitadas ao longo da disciplina: o que os licenciandos entendem por aulas interculturalmente sensíveis; qual importância atribuem ao desenvolvimento desse tipo de aula no ensino de PLE; e que papéis julgam necessário o professor desempenhar em tais aulas. Para isso, adotaremos como fundamentação teórica os trabalhos de Kramsch, Byram e Bennett, dentre outros. Em termos metodológicos, descreveremos os momentos mais importantes do mencionado curso: a. recensão teórica sobre sensibilização, cultura e interculturalidade e b. elaboração de planos de aulas, desenvolvimento de microaulas e produção escrita dos licenciandos, cujos resultados, colhidos por meio de questionários, são aqui analisados e comentados. Preliminarmente, antecipamos que os licenciandos, futuros docentes, entendem que as aulas interculturalmente sensíveis abrangem uma ampla gama de comportamentos, atitudes e conhecimentos.
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