Os números do Censo Religioso de 2022 indicam a desaceleração no crescimento de evangélicos no Brasil. Aguardado como um importante recurso para compreender a sociedade brasileira, neste caso, a religião e o campo religioso, o Censo trouxe a permanência de decréscimo do número de católicos, em ritmo acelerado, chegando a 56,7%; e o acréscimo de 5,3% de evangélicos, alcançando 26,9% da população, um crescimento percentual de 24,54%, com uma média anual de 1,89% no período compreendido pela pesquisa, de 2010 a 2022. Como a média anual entre 1980 e 2022 é de 3,48%, podemos afirmar que o crescimento evangélico está em ritmo desacelerado em comparação às décadas anteriores. O objetivo do presente artigo é levantar hipóteses explicativas à desaceleração. Relacionamos três possibilidades: o possível esgotamento do modelo de crescimento evangélico; a reação de segmentos católicos romanos; e a associação de evangélicos com o bolsonarismo. Concluímos que, diante da pluralidade religiosa e não religiosa apontada pelo Censo, há maior tensão por conta de disputa no mercado religioso.
The 2022 Religious Census data indicate a deceleration in the growth of evangelicals in Brazil. Long awaited as a key tool for understanding Brazilian society—particularly in terms of religion and the religious field—the Census confirmed the continued decline in the number of Catholics, which has fallen sharply to 56.7%. It also recorded a 5.3 percentage point increase in evangelicals, who now represent 26.9% of the population. This corresponds to a relative growth of 24.54%, with an annual average of 1.89% over the period covered by the survey (2010–2022). Given that the average annual growth between 1980 and 2022 was 3.48%, it is possible to affirm that evangelical growth is occurring at a slower pace compared to previous decades. The objective of this article is to propose explanatory hypotheses for this deceleration. We consider three possibilities: the potential exhaustion of the evangelical growth model; the reaction of certain Roman Catholic sectors; and the association of evangelicals with Bolsonarism. We conclude that, considering the religious and non-religious plurality revealed by the Census, competition in the religious marketplace has intensified, giving rise to greater tension
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