Colombia
En este artículo se establecen las concepciones del sujeto humano de las teorías más representativas de la administración, como la teoría clásica de Frederick Taylor (1856-1915) y Henry Fayol (1841-1925) y la teoría de las relaciones humanas de Elton Mayo (1880-1949), con sus desarrollos en las ciencias del comportamiento. También se examina el management contemporáneo (management neoliberal), que no constituye una teoría sino un género de discursos y prácticas propias del capitalismo posfordista que, desde la nueva gestión pública (o gobierno empresarial), ha desprestigiado a la organización burocrática de Max Weber (1864-1920) para convertir la empresa privada en modelo para todas las organizaciones. Se hace una revisión hermenéutico-crítica de bibliografía primaria y secundaria de los textos básicos de la disciplina que, por su carácter pragmático, no ofrecen un desarrollo conceptual del sujeto, pero sí sus concepciones implícitas. Se encuentra la necesidad de superar las concepciones reduccionistas (económicas, mecanicistas y funcionalistas) de la administración sobre el sujeto humano de acuerdo con las reflexiones de las ciencias sociales y humanas, que lo asumen como un complejo emergente humano y social, conformado por tramas vinculantes diversas y contradictorias, condicionadas por sus contextos históricos y organizacionales. Como alternativa al humanismo administrativo predominante en la administración, se propone una mirada trágica y paradójica frente a lo humano organizacional.
Neste artigo, estabelecem-se as concepções do sujeito humano presentes nas teorias mais representativas da administração, como a teoria clássica de Frederick Taylor (1856–1915) e Henry Fayol (1841–1925), bem como a teoria das relações humanas de Elton Mayo (1880–1949) e seus desdobramentos nas ciências do comportamento. Examina-se também o management contemporâneo, ou management neoliberal, que não constitui propriamente uma teoria, mas sim um gênero de discursos e práticas característicos do capitalismo pós-fordista que, a partir da nova gestão pública, ou governo empresarial, deslegitimou a organização burocrática de Max Weber (1864–1920) para converter a empresa privada em modelo para todas as organizações. Realiza-se uma revisão hermenêutico-crítica de bibliografia primária e secundária dos textos fundamentais da disciplina, que, em razão de seu caráter pragmático, não oferecem um desenvolvimento conceitual explícito do sujeito, mas revelam suas concepções implícitas. Constata-se a necessidade de superar as concepções reducionistas da administração sobre o sujeito humano, especialmente as econômicas, mecanicistas e funcionalistas, à luz das reflexões das ciências sociais e humanas, que o compreendem como um emergente humano e social complexo, constituído por tramas vinculantes diversas e contraditórias, condicionadas por seus contextos históricos e organizacionais. Como alternativa ao humanismo administrativo predominante na administração, propõe-se um olhar trágico e paradoxal sobre o humano organizacional.
This article identifies the conceptions of the human subject underlying the most representative management theories, such as the classical theory of Frederick Taylor (1856–1915) and Henry Fayol (1841–1925), as well as Elton Mayo’s (1880–1949) human relations theory and its developments in the behavioral sciences. It also examines contemporary management, or neoliberal management, which does not constitute a theory per se, but rather a genre of discourses and practices characteristic of post-Fordist capitalism that, through new public management, or entrepreneurial government, has discredited Max Weber’s (1864–1920) bureaucratic organization in order to turn the private firm into the model for all organizations. The study undertakes a hermeneutic-critical review of primary and secondary sources drawn from the foundational texts of the discipline, which, due to their pragmatic nature, do not offer an explicit conceptual development of the subject, but do reveal their implicit conceptions. The article argues for the need to move beyond the reductionist conceptions of the human subject in management, particularly economic, mechanistic, and functionalist ones, in light of reflections from the social sciences and humanities, which understand the subject as a complex human and social emergent constituted by diverse and contradictory relational webs shaped by historical and organizational contexts. As an alternative to the predominant administrative humanism in management, the article proposes a tragic and paradoxical view of the organizational human.
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