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Sonho, travessia: caminhos da escrita em Cidinha da Silva

    1. [1] Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
  • Localización: REVELL: Revista de Estudos Literários da UEMS, ISSN-e 2179-4456, Vol. 2, Nº. 40, 2025 (Ejemplar dedicado a: Outras estéticas contemporâneas na América Latina)
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Dream, crossing: paths of writing in Cidinha da Silva
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      This article aims to analyze the representation of the writer character in the short stories “Travessia no barco da coragem” and “Cenas da Colônia Africana - lavadeiras” (African Colony Scenes - Washerwomen), by the chronicler and fiction writer from Minas Gerais, Cidinha da Silva. Starting from a discussion of the themes presented in the two texts, the article seeks to compare their protagonists, contextualizing them within the larger scope of their author’s trajectory. In this way, the reflection intertwines the worldview and the context in which the characters live, on the one hand, with, on the other hand, Cidinha’s work in the first affirmative action project in Brazil. Funded by the Ford Foundation, the generation XXI was a precursor of initiatives that would culminate in the Quota Law. The discussion then moves towards a reflection on the writer’s work within an aesthetic-political project, in which nonfiction texts join fictional characters to propose desirable postures, as well as a commitment to the act of dreaming and the affirmation of an insistence on consolidating projects. Among the names mobilized in this reflection is Sueli Carneiro, Cidinha da Silva's partner in the implementation of Generation XXI through Geledés. Also noteworthy as theoretical contributions to the discussion are the contributions of Eduardo de Assis Duarte, Saidiya Hartman and Gloria Anzaldúa.

    • português

      O artigo busca analisar a representação da personagem escritora nos contos “Travessia no barco da coragem” e “Cenas da Colônia Africana - lavadeiras”, da cronista e ficcionista mineira Cidinha da Silva. Partindo de uma discussão sobre os temas encenados nos dois textos, busca-se comparar suas protagonistas, contextualizando-as no escopo maior da trajetória de sua autora. Desse modo, a reflexão entrelaça a visão de mundo e o contexto em que vivem as personagens, por um lado, com, por outro lado, o trabalho de Cidinha no primeiro projeto de ações afirmativas no Brasil. Financiado pela Fundação Ford, o geração XXI foi precursor de iniciativas que culminariam na Lei de Cotas. A discussão se encaminha, então, para uma reflexão sobre o trabalho da escritora dentro de um projeto estético-político, em que os textos de não ficção se unem às personagens ficcionais para propor posturas desejantes, assim como uma aposta no ato de sonhar e a afirmação de uma insistência para consolidar projetos. Dentre os nomes mobilizados nessa reflexão está Sueli Carneiro, parceria de Cidinha da Silva na implantação do Geração XXI por meio de Geledés. Destacam-se, também, como aportes teóricos na discussão, as contribuições de Eduardo de Assis Duarte, Saidiya Hartman e Gloria Anzaldúa.


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