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Estella Havisham e Pequena Emily: Mulheres (caídas) na obra de Charles Dickens

    1. [1] Universidade Federal do Rio de Janeiro

      Universidade Federal do Rio de Janeiro

      Brasil

    2. [2] USP
  • Localización: REVELL: Revista de Estudos Literários da UEMS, ISSN-e 2179-4456, Vol. 2, Nº. 40, 2025 (Ejemplar dedicado a: Outras estéticas contemporâneas na América Latina)
  • Idioma: portugués
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      This article examines the female characters Little Emily from David Copperfield and Estella Havisham from Great Expectations by Charles Dickens through the lens of the “fallen woman.” Within the repressive social context of the 19th century, these characters are analyzed in terms of their roles in the narrative and their relationship with male protagonists. The analysis is based on the literary construction of the characters within their respective novels. Little Emily is presented as a victim of social expectations and disdain for her status after her involvement with Steerforth, while Estella is shaped as a tool of vengeance by her adoptive mother, reflecting emotional repression. Both characters symbolize different facets of the “fallen woman”: Emily is exiled due to her social transgression, while Estella, by challenging norms, becomes a “semi-fallen woman.”

    • português

      Este artigo examina as personagens femininas Pequena Emily, de David Copperfield, e Estella Havisham, de Grandes Esperanças, ambas de Charles Dickens, sob a perspectiva da figura da “mulher caída”. No século XIX, esse termo passou a designar mulheres que haviam consumado relações sexuais antes do casamento, sendo, portanto, consideradas socialmente desviantes. Como discutido neste estudo, tal conceito reflete um rótulo imposto à figura feminina, cuja identidade era restringida aos papéis de esposa e “anjo do lar”, limitando seu poder de agenciamento. De tal maneira, analisa-se o papel desempenhado por essas personagens na narrativa e sua relação com o protagonismo masculino. A análise considera a construção literária de Emily e Estella dentro de seus respectivos romances, observando como seu retrato é mediado pelas expectativas sociais e pela parcialidade dos protagonistas. Pequena Emily é apresentada como vítima das convenções morais da época e do desprezo social após seu envolvimento com Steerforth. Estella, por sua vez, é moldada como instrumento de vingança por sua mãe adotiva, Miss Havisham, e encarna a repressão emocional. Ao final da análise, conclui-se que ambas representam diferentes facetas da “mulher caída”: Emily é exilada por sua transgressão social, enquanto Estella, ao desafiar os padrões afetivos e sociais impostos, emerge como uma figura de “queda parcial”,  uma “mulher semicaída”.


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