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A performance de Gilberto Gil em “Os Doces Bárbaros” (1976): negritude e resistência frente à ditadura militar no Brasil

    1. [1] Universidade Federal do Espírito Santo

      Universidade Federal do Espírito Santo

      Brasil

  • Localización: REVELL: Revista de Estudos Literários da UEMS, ISSN-e 2179-4456, Vol. 2, Nº. 40, 2025 (Ejemplar dedicado a: Outras estéticas contemporâneas na América Latina)
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Gilberto Gil's performance in “Os Doces Bárbaros” (1976): blackness and resistance against the military dictatorship in Brazil
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      This article aims to discuss Gilberto Gil's resistance performance based on the documentary “Os Doces Bárbaros”, directed by Jon Tob Azulay. To this end, the moment of his trial will be analyzed, from minute 22:45 to 43:25 of the documentary; an action resulting from his arrest for possession of marijuana in 1976. The singer's performance reveals the ambivalent, ironic and sarcastic laughter at the moment the judges speak, denouncing the conservatism and oppression of the time, with AI-5 in force. Starring Bahians Gil, Gal Costa, Maria Bethânia and Caetano Veloso, the documentary presents a musical repertoire of resistance to the military period and highlights, in the artistic-musical representations, the African influence on Brazilian culture, incorporating representations of the mythical world of religions of African origins into its performances. This work aims to put Gil's performance in dialogue with compositions from the album Refavela, especially the song Sandra, in which the artist highlights the care of the women who accompanied him until his admission to the psychiatric hospital. In this way, we intend to observe how blackness, ancestry and the pulsating freedom in the works of Gilberto Gil and Doces Bárbaros constituted a source of resistance to the oppression suffered in a dictatorial context in Brazil.

    • português

      O presente artigo visa a discutir a performance de resistência de Gilberto Gil  a partir do documentário “Os Doces Bárbaros”, dirigido por Jon Tob Azulay. Para tanto, será analisado o momento de seu julgamento, compreendido do minuto 22min 45s ao 43min 25s do documentário; ação decorrente da prisão por porte de maconha em 1976. A performance do cantor revela o riso ambivalente, irônico e sarcástico no momento das falas dos magistrados denuncia o conservadorismo e a opressão da época, com o AI-5 em vigência. Estrelado pelos baianos Gil, Gal Costa, Maria Bethânia e Caetano Veloso, o documentário apresenta um repertório musical de resistência ao período militar e destaca, nas representações artístico-musicais, a influência africana na cultura brasileira, incorporando as representações do mundo mítico das religiões de matrizes africanas em suas performances. Neste trabalho, objetiva-se por em diálogo a performance de Gil em destaque com composições do disco Refavela, em especial a canção Sandra, onde o artista destaca o cuidado das mulheres que o acompanharam até a internação no hospital psiquiátrico. Desse modo, pretende-se observar de que modo a negritude, a ancestralidade e a liberdade pulsante nas obras de Gilberto Gil e dos Doces Bárbaros constituíram fonte de resistência à opressão sofrida em contexto ditatorial no Brasil.


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