Brasil
The paper analyses the use of clothing in contemporary art, from twentieth-century textile art to clothing as a contemporary art form. The difference is that textile art retains clothing’s functional and distinctive values, whereas contemporary Clothes-art erases any use values to produce meanings related to identity, culture, and memory. Clothes-art occupies a polysemic space that seems to unfold between two synthetic paradigms: the destruction or emptying of clothing, as exemplified by Christian Boltanski’s gigantic 2010 installation *Personnes*, where empty clothing evokes the absence of the body; and the production and repair of the subject, as exemplified by Louise Bourgeois’s 1990s work, which used clothing and tissue sculptures to reconstruct a new corporeal self and repair her autobiography. This work anticipates Repairing Art, a contemporary practice with philosophical, political, and cultural implications that addresses collective memories of trauma, such as that caused by colonialism and war, as well as the theme of human survival on a dramatically damaged planet. Against this theoretical backdrop, Clothes-art emerges as a significant contemporary practice of meaning production, questioning the relationship between art, experience, culture and individual and collective memory.
O artigo analisa o uso da roupa na arte contemporânea, desde a arte têxtil do século XX até a roupa como forma de arte contemporânea. A diferença é que a arte têxtil mantém os valores funcionais e distintivos da roupa, enquanto a arte contemporânea da roupa apaga quaisquer valores de uso para produzir significados relacionados à identidade, cultura e memória. As roupas-arte ocupam um espaço polissêmico que parece se desdobrar entre dois paradigmas sintéticos: a destruição ou esvaziamento da roupa, como exemplificado pela gigantesca instalação *Personnes*, de Christian Boltanski, de 2010, onde roupas vazias evocam a ausência do corpo; e a produção e reparação do sujeito, como exemplificado pela obra de Louise Bourgeois da década de 1990, que usou esculturas de roupas e tecidos para reconstruir um novo eu corpóreo e reparar sua autobiografia. Esse trabalho antecipa a Arte da Reparação, uma prática contemporânea com implicações filosóficas, políticas e culturais que aborda memórias coletivas de traumas, como os causados pelo colonialismo e pela guerra, bem como o tema da sobrevivência humana em um planeta dramaticamente danificado. Nesse contexto teórico, as roupas-arte surgem como uma prática contemporânea significativa de produção de significado, questionando a relação entre arte, experiência, cultura e memória individual e coletiva.
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