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Vestir-se para viver no seu tempo: depois da revolução, a construção do “mundo da moda” em Portugal

    1. [1] Universidade Nova de Lisboa

      Universidade Nova de Lisboa

      Socorro, Portugal

  • Localización: dObra[s]: revista da Associação Brasileira de Estudos de Pesquisas em Moda, ISSN 1982-0313, ISSN-e 2358-0003, Vol. 19, Nº. 46, 2026, págs. 178-196
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Dressing to live in your time: after the revolution, the construction of the “fashion world” in Portugal
  • Enlaces
  • Resumen
    • português

      A moda é um mecanismo cultural que faz com que a vida daqueles que a ela aderem se desenrole sobre um constante lastro de instabilidade: já não se ser o que se era, mas ainda não se ser o que se virá a ser, é essa, segundo Giorgio Agamben (2008), a experiência do tempo que a moda nos proporciona. Essa experiência faz parte da construção histórica da ideia de modernidade. Apenas as democracias criaram as condições políticas, sociais e culturais necessárias ao pleno exercício da moda, porque só elas construíram as zonas de indeterminação social e de liberdade individual em que ele se desenrola. Em Portugal, vigorou o mais longo período ditatorial (48 anos) da Europa do século XX, pelo que, durante quase meio século, a moda não pôde acontecer. A partir de 1974, as condições necessárias ao seu exercício foram se criando e o “mundo da moda” foi também aí tomando forma. Neste texto, que tem por base um trabalho de pesquisa centrado na cidade de Lisboa, é feita uma breve apresentação do percurso que permitiu aos portugueses ir acedendo às formas de construção do tempo e das identidades que, progressivamente, se foram associando à sedimentação simultânea da democracia e do mundo da moda.

    • English

      Fashion is a cultural mechanism that causes the lives of those who adhere to it to unfold against a constant backdrop of instability: no longer being what one was, but not yet being what one will become, this, according to Giorgio Agamben (2008), is the experience of time that fashion provides us with. This experience is part of the historical construction of the idea of modernity. Only democracies have created the political, social and cultural conditions necessary for the full exercise of fashion, because only they have built the zones of social indeterminacy and individual freedom in which it unfolds. Portugal experienced the longest period of dictatorship (48 years) in 20th-century Europe, which meant that for almost half a century, fashion could not happen. From 1974 onwards, the necessary conditions for its exercise were created and the ‘world of fashion’ (Becker, 1982) also took shape there. This text, based on research focused on the city of Lisbon, briefly presents the path that allowed the Portuguese to access the forms of construction of time and identities that were progressively associated with the simultaneous sedimentation of democracy and the world of fashion.


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