O presente artigo tem como objetivo analisar como o câncer de mama questiona o conceito da feminilidade historicamente imposto, bem como discute de que modo a logoterapia pode contribuir como estratégia de enfrentamento do sofrimento existencial associado à doença. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de natureza descritiva e qualitativa, realizada nas bases SciELO, PubMed, ScienceDirect, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Scholar, no período de março a dezembro de 2025, a partir dos descritores “câncer de mama”, “logoterapia e câncer”, “gênero”, “gênero e câncer de mama” e “feminilidade”, contemplando estudos publicados entre 2005 e 2025. Os resultados indicam que o diagnóstico e o tratamento produzem rupturas simbólicas na imagem corporal, na autoestima e nos papéis socialmente atribuídos às mulheres, intensificando o sofrimento emocional e existencial. Como contribuição teórica e clínica, o estudo propõe a integração de três aportes epistemológicos: a Logoterapia, Análise Existencial de Viktor Frankl e a Filosofia do Encontro de Martin Buber e a perspectiva da espiritualidade existencial, como caminho terapêutico para o acolhimento do sofrimento, a reconstrução identitária e a promoção do sentido da vida em mulheres que enfrentam o câncer de mama.
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