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La colonización del patio escolar y el desafío de la justicia corporal: Análisis crítico del Proyecto de Ley de Libertad Educativa desde una perspectiva de derecho y defensa de la esfera pública

    1. [1] Universidad Nacional de Avellaneda (UNDAV)
  • Localización: Lecturas: Educación física y deportes, ISSN-e 1514-3465, Vol. 30, Nº. 334, 2026
  • Idioma: español
  • Títulos paralelos:
    • A colonização do pátio da escola e o desafio da justiça corporal: Uma análise crítica do Projeto de Lei da Liberdade Educativa numa perspectiva baseada nos direitos e na defesa da esfera pública
    • The Colonization of the Schoolyard and the Challenge of Corporeal Justice: Critical Analysis of the Educational Freedom Bill from a Rights Perspective and the Defense of the Public Sphere
  • Enlaces
  • Resumen
    • español

      El texto analiza críticamente el Proyecto de Ley de Libertad Educativa, interpretándolo como la instauración de un dispositivo de gubernamentalidad neoliberal que radicaliza la necropolítica educativa. Se argumenta que la normativa, mediante la subsidiariedad estatal y la lógica del voucher, desmantela la esfera pública y promueve un epistemicidio curricular al reducir la Educación Física a un adiestramiento utilitario de "habilidades deportivas". Esta operación consagra la precarización docente a través de la figura del "idóneo" y transforma el patio escolar en un campo de selección darwinista de capital humano. Frente a la tiranía del rendimiento y la "capacidad obligatoria" (compulsory able-bodiedness), el texto postula la categoría de Justicia Corporal como imperativo ético. Articulando aportes de la sociología de Bourdieu, la fenomenología de Iris Marion Young y la performatividad de Butler, se propone una defensa de la educación del cuerpo como derecho redistributivo. El análisis se enriquece mediante una perspectiva interseccional y los aportes de la Teoría Crip, denunciando cómo la reforma reproduce opresiones de clase, género, raza y capacidad. Finalmente, se reivindica a la escuela pública como un "territorio de contradestino" y espacio contra-hegemónico, capaz de desmercantilizar el deseo de movimiento, alojar la interdependencia radical y restituir la soberanía política de todas las corporalidades frente a la lógica del descarte.

    • English

      The text critically analyzes the Educational Freedom Bill (Proyecto de Ley de Libertad Educativa), interpreting it as the establishment of a neoliberal governmentality apparatus that radicalizes educational necropolitics. It is argued that the legislation, through state subsidiarity and the logic of the voucher system, dismantles the public sphere and promotes a curricular epistemicide by reducing Physical Education to a utilitarian training of "sports skills." This operation enshrines teacher precarization through the figure of the idóneo (uncertified instructor) and transforms the schoolyard into a field of Darwinian selection of human capital. Against the tyranny of performance and "compulsory able-bodiedness," the text postulates the category of Corporeal Justice as an ethical imperative. Articulating contributions from Bourdieu’s sociology, Iris Marion Young’s phenomenology, and Butler’s performativity, it proposes a defense of the education of the body as a redistributive right. The analysis is enriched by an intersectional perspective and contributions from Crip Theory, denouncing how the reform reproduces class, gender, race, and ability oppressions. Finally, the public school is reclaimed as a "territory of counter-destiny" and a counter-hegemonic space, capable of decommodifying the desire for movement, accommodating radical interdependence, and restoring the political sovereignty of all corporalities against the logic of disposal.

    • português

      Este texto analisa criticamente o Projeto de Lei da Liberdade Educativa, interpretando-o como o estabelecimento de um mecanismo de governamentalidade neoliberal que radicaliza a necropolítica educativa. Defende que a legislação, através da subsidiariedade estatal e do sistema de vouchers, desmantela a esfera pública e promove o epistemicídio curricular ao reduzir a Educação Física ao treino utilitário em "habilidades desportivas". Esta operação consagra a precariedade dos professores através da figura do professor "adequado" e transforma o pátio da escola num campo de seleção darwiniano para o capital humano. Perante a tirania do desempenho e a "capacidade física compulsiva", o texto postula a categoria da Justiça Corporal como um imperativo ético. Articulando contributos da sociologia de Bourdieu, da fenomenologia de Iris Marion Young e da performatividade de Butler, propõe uma defesa da educação corporal como um direito redistributivo. A análise é enriquecida por uma perspetiva interseccional e pelos contributos da Teoria Crip, denunciando como a reforma reproduz opressões baseadas na classe, no género, na raça e na capacidade. Por fim, reivindica a escola pública como um "território de contradestino" e um espaço contra-hegemónico, capaz de desmercantilizar o desejo de movimento, fomentar a interdependência radical e restaurar a soberania política de todos os corpos face à lógica da exclusão.


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