México
A lo largo de la historia del Diseño como campo disciplinar surgido en la Modernidad, se ha debatido su conceptualización ideológica, derivada de diversas tradiciones que pueden comprenderse como filosofías del hacer. Esta diversidad configura un continuum que va desde el funcionalismo alemán —con su connotación cercana a una ciencia positivista y una profesión técnica— hasta las prácticas comunitarias, que orientan su análisis como fenómeno sociocultural. De modo análogo, han coexistido múltiples enfoques epistémicos: por un lado, el objeto como vestigio frente al objeto como posibilidad; y por otro, el sujeto del diseño entendido desde la dimensión temporal como persona presente en sus condiciones o como horizonte de realización. Estas formas de concebir la disciplina evidencian que quizá no existe un único Diseño, sino múltiples Diseños. En consecuencia, la interrogante más pertinente que conduce esta reflexión no apunta a determinar qué forma de hacer es “más verdadera” o más válida, sino a comprender cómo sus configuraciones situadas (re)producen materialidad —y cuáles son sus consecuencias. Siguiendo la tipología de Christopher Frayling (1993), esta reflexión se inscribe en el paradigma de research through design o investigación a través de la práctica, aquí limitada a la forma de representar dentro del pensamiento proyectual y a aquello que se representa como punto focal. Esta propuesta se articula con las preocupaciones de Tomás Maldonado (1964, 1977, 1990) en torno a la emancipación social mediante la construcción situada de un mundo “mejor”. En este sentido, se plantea una crítica latinoamericana frente a las configuraciones disciplinares que orientan la práctica de la representación proyectual como espacio de producción de subjetividades. Para ello, se proponen tres sistemas de cuadrantes que configuran una cartografía epistemológica del Diseño, orientada a su comprensión como práctica crítica y emancipadora de subjetividades situadas.
Ao longo da história do Design como campo disciplinar surgido na Modernidade, tem-se debatido sua conceituação ideológica, derivada de diversas tradições que podem ser compreendidas como filosofias do fazer. Essa diversidade configura um continuum que vai do funcionalismo alemão —com sua conotação próxima a uma ciência positivista e a uma profissão técnica— até as práticas comunitárias, que orientam sua análise como fenômeno sociocultural. De modo análogo, coexistem múltiplas abordagens epistêmicas: de um lado, o objeto como vestígio frente ao objeto como possibilidade; e de outro, o sujeito do design entendido em sua dimensão temporal como pessoa situada em suas condições presentes ou como horizonte de realização. Essas formas de conceber a disciplina revelam que talvez não exista um único Design, mas múltiplos Designs. Consequentemente, a questão mais pertinente que conduz esta reflexão não busca determinar qual forma de fazer é “mais verdadeira” ou mais válida, mas compreender como suas configurações situadas (re)produzem materialidade —e quais são suas consequências. Seguindo a tipologia de Christopher Frayling (1993), esta reflexão inscreve-se no paradigma de research through design ou pesquisa através da prática, aqui voltada para as formas de representação no pensamento projetual e para aquilo que se representa como ponto focal. Esta proposta articula-se com as preocupações de Tomás Maldonado (1964, 1977, 1990) em torno da emancipação social por meio da construção situada de um mundo “melhor”. Nesse sentido, propõe-se uma crítica latino-americana às configurações disciplinares que orientam a prática da representação projetual como espaço de produção de subjetividades. Para isso, propõem-se três sistemas de quadrantes que configuram uma cartografia epistemológica do Design, voltada para sua compreensão como prática crítica e emancipadora de subjetividades situadas.
Throughout the history of Design as a disciplinary field that emerged in Modernity, its ideological conceptualization has been debated, derived from diverse traditions that can be understood as philosophies of making. This diversity forms a continuum ranging from German functionalism —with its connotation close to a positivist science and a technical profession— to community-based practices that approach Design as a sociocultural phenomenon. Likewise, multiple epistemic approaches have coexisted: on one hand, the object as vestige versus the object as possibility; and on the other, the subject of design understood in its temporal dimension as a person situated in their present conditions or as a horizon of realization. These ways of conceiving the discipline reveal that there may not be a single Design, but multiple Designs. Consequently, the most pertinent question guiding this reflection does not seek to determine which mode of making is “truer” or more valid, but rather to understand how its situated configurations (re)produce materiality— and what their consequences are. Following Christopher Frayling’s (1993) typology, this reflection is inscribed within the research through design paradigm, here focused on the forms of representation within design thinking and on what is represented as its focal point. This proposal aligns with Tomás Maldonado’s (1964, 1977, 1990) concerns about social emancipation through the situated construction of a “better” world. In this sense, it advances a Latin American critique of the disciplinary configurations that orient the practice of projective representation as a space for the production of subjectivities. To this end, three systems of quadrants are proposed to configure an epistemological cartography of Design, aimed at understanding it as a critical and emancipatory practice of situated subjectivities.
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