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Dias, Midian Oliveira
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Penha, Ana Beatriz Brum da
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Filipe, Ana Carolina Ferreira
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Oliveira, Débora Cecília Chaves de
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Castro, Tatiana Beatriz Leandro de
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Gioia, Laura Greco
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Brasil
Objective: to understand nurses’ perceptions of the use of childbirth plans with pregnant women classified as high-risk obstetrically. Methods: a qualitative study was conducted with 13 nurses from a public high-risk maternity hospital. Data were collected through semi-structured interviews and subjected to thematic content analysis. Results: nurses’ perceptions reaffirm the childbirth plan as a document that promotes female empowerment, safety, and quality of care. However, only residents and specialists in obstetric nursing highlighted specificities and challenges related to its use in high-risk pregnancies. Furthermore, residents were the only ones who considered it a protective strategy against violence and unjustified obstetric interventions. Conclusion: nurse-midwives’ and in-service training’s potential to promote the use of childbirth plans and women’s autonomy is evident, given the predominance of the technocratic model in high-risk maternity wards. Contributions to practice: investments are needed in the role of obstetric nursing in high-risk pregnancies, in prenatal care, to encourage the dialogical and shared construction of childbirth plans, and in maternity wards, to foster an institutional culture anchored in interprofessional collaboration and women’s rights.
Objetivo: conhecer as percepções das enfermeiras sobre o uso do plano de parto com gestantes classificadas como alto risco obstétrico. Métodos: estudo qualitativo, com 13 enfermeiras de uma maternidade pública de alto risco. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e submetidos à análise de conteúdo temática. Resultados: percepções das enfermeiras reafirmam o plano de parto como um documento que promove o protagonismo feminino, a segurança e a qualidade da assistência. Entretanto, somente residentes e especialistas em enfermagem obstétrica destacaram especificidades e desafios relacionados à sua utilização nas gestações de alto risco. Ainda, residentes foram as únicas que o consideraram como uma estratégia protetora de violências e intervenções obstétricas injustificadas. Conclusão: evidenciam-se potencialidades das enfermeiras obstétricas e do ensino em serviço para impulsionar o uso do plano de parto e a autonomia das mulheres, diante da predominância do modelo tecnocrático nas maternidades de alto risco. Contribuições para a prática: são necessários investimentos na atuação da enfermagem obstétrica no âmbito das gestações de risco, no pré-natal, para incentivar a construção dialógica e compartilhada do plano de parto, e na maternidade, para fomentar uma cultura institucional ancorada na colaboração interprofissional e nos direitos das mulheres.
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