Introdução: o uso de substâncias estimulantes do sistema nervoso central (SNC), como metilfenidato e lisdexanfetamina, tem-se tornado crescente entre estudantes universitários, especialmente em cursos de alta exigência como Medicina. Embora esses fármacos tenham indicações clínicas bem estabelecidas, seu uso não prescrito levanta preocupações quanto aos efeitos adversos e à possível dependência. Objetivo: avaliar a prevalência, os padrões de uso e a percepção de risco relacionados ao consumo de substâncias estimulantes entre estudantes de Medicina de um centro universitário do Ceará. Métodos: estudo observacional, transversal e descritivo, com 205 estudantes. Utilizou-se questionário estruturado e autoaplicado, desenvolvido com base em literatura científica, aplicado entre setembro e dezembro de 2024. Os dados foram analisados por estatística descritiva. Resultados: a prevalência de uso foi de 86,3%, com destaque para a cafeína (70,2%), as bebidas energéticas (52,7%) e o metilfenidato (11,7%). Apenas 22,4% dos usuários relataram prescrição médica. Efeitos adversos foram referidos por 53,1%, e 22,2% relataram sensação de dependência. Discussão: os achados reforçam padrões observados em outros estudos nacionais e internacionais, evidenciando influência do ambiente acadêmico na manutenção desse comportamento. Conclusão: o uso disseminado e, muitas vezes, não prescrito de estimulantes entre estudantes de Medicina exige atenção institucional e ações de prevenção e suporte
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