Brasil
This article reflects on mutual recognition in Paul Ricoeur’s philosophy from a political scope, developing through capabilities and under the sign of the capable person, the disposition to a shared life that does not exclude conflicts, but calls for a hermeneutic exercise. We start from the understanding that in the orthogonal structure of politics a equilibrium and a critical barrier between struggles and states of peace are required. This equilibrium is declared under the figure of compromise, where mutuality finds its maximum expression: it recognizes differences and pluralism and transcends particular interests and desires in favor of fair, but never absolute, solutions
Este artigo reflete sobre o reconhecimento mútuo na filosofia de Paul Ricoeur a partir de uma amplitude política, desenvolvendo pela via das capacidades e sob o signo da pessoa capaz, a disposição a uma vida compartilhada que não exclui os conflitos, mas que convoca a um exercício hermenêutico. Partimos da compreensão de que na estrutura ortogonal da política é exigido um equilíbrio e um anteparo crítico entre as lutas e os estados de paz. Esse equilíbrio é declarado sob a figura do compromisso, onde a mutualidade encontra a sua expressão máxima: reconhece as diferenças e o pluralismo e transcende os interesses e vontades particulares em prol de soluções justas, mas nunca absolutas.
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