Este trabajo pretende presentar autores representativos de la escritura carcelaria, serie literaria que ha caracterizado el sistema editorial del inicio del siglo XXI. Se trata de Luís Alberto Mendes (Memorias de un superviviente, 2001), Jocenir (Diario de un detenido: el libro, 2001), Humberto Rodrigues, (Vidas del Carandirú:historias reales, 2002), André Du Rap (Superviviente An-dré Du Rap de la masacre del Carandirú, 2002). Junto a la denuncia del horror vivido en instituciones del Estado, en las cuales la violación de los derechos humanos es cotidiana, identifico en las diferentes voces autorales que narran desde prisión en la escena contemporánea la presencia de un aprendizaje relacionado a la ela-boración de la experiencia del confinamiento a través de su narración. De un modo particular en cada una de las obras referidas, el margen carcelario constituye “una geografía general de la privación, pero también de rescate” (Francavilla, 2012). La cárcel es entendida en este estudio, por lo tanto, como locus de resistencia creadora para aquellos y aquellas que se construyen subjetivamente “por la pena, ‘pena’ entendida aquí en doble sentido de penalidad e instrumento de es-critura” (Penna, 2013), lo que apunta también para la precariedad de su socialización anterior a la deten-ción. Finalmente remonto a Graciliano Ramos, autor de Memorias de la cárcel (1953), que produce ficción con base en la experiencia de una especie diversa de clausura, impuesta a aquél que ya era un reconocido escritor de las letras nacionales cuando de su detenci-ón por motivos políticos. Aun así, la narrativa presenta un descubrimiento que versa sobre el mundo de los oprimidos, cuya causa el autor comunista siempre defendera, pero de los cuales percibe que poco sabía hasta el confinamiento en prisión.
O trabalho pretende apresentar autores representativos da escrita do cárcere, série literária que marcou o sistema editorial brasileiro no início do século XXI. Trata-se de Luís Alberto Mendes (Memórias de um sobrevivente, 2001), Jocenir (Diário de um detento: o livro, 2001), Humberto Rodrigues (Vidas do Carandiru: histórias reais, 2002), e André Du Rap (Sobrevivente André Du Rap (do massacre do Carandiru), 2002). Junto à denúncia do horror vivido em instituições do Estado, nas quais a violação dos direitos humanos é cotidiana, identifico nas diferentes vozes autorais que narram desde a prisão na cena contemporânea a presença de um aprendizado relacionado à elaboração da experiência do confinamento através da sua narração. De um modo particular em cada uma das obras referidas, a margem prisional constitui “uma geografia geral da privação, mas também do resgate” (Francavilla, 2012). O cárcere é entendido neste estudo, portanto, como locus de resistência criadora àqueles e àquelas que se constroem subjetivamente “pela pena, ‘pena’ entendida aqui no duplo sentido de penalidade e instrumento de escrita” (Penna, 2013), o que aponta também para a precariedade de sua so-cialização anterior à detenção. Finalmente, remonto a Graciliano Ramos, autor de Memórias do cárcere (originalmente publicado em 1953), que ficcionaliza a experiência de uma espécie diversa de enclausuramento, imposto àquele que já era um reconhecido escritor das letras nacionais quando de sua detenção por motivos políticos. Ainda assim, a narrativa apresenta uma descoberta, que diz respeito ao mundo dos oprimidos, que o autor comunista percebe ser-lhe pouco conhecido (ou desconhecido) até o confinamento na prisão.
This work intends to present representative authors of prison writing, a literary series that marked the Brazilian publishing system at the beginning of the 21st century. These are Luís Alberto Mendes (Memórias de um sobrevivente, 2001), Jocenir (Diário de um detento:o livro, 2001), Humberto Rodrigues, (Vidas do Carandiru: histórias reais, 2002), and André Du Rap (Sobrevivente André Du Rap (do massacre do Carandiru), 2002). Along with the denunciation of the horror experienced in state institutions, in which the violation of human rights is daily, I identify the presence of learning related to the experience of confinement through the narration of different voices from the prison space. In a particular way in each of the aforementioned works, the prison margin constitutes “a general geography of deprivation, but also of rescue” (Francavilla, 2012). Therefore, in this study, prison is understood as a locus of creative resistance to those who are subjectively constructed “by the (pen)alty, understood here in the sense of penalty and pen as a writing instrument (Penna, 2013), which also points out to the precariousness of their socialization before detention. Finally, I go back to Graciliano Ramos, author of Memórias do cárcere (1953), who fictionalizes the experience of a different kind of confinement, imposed on someone who was already a famous writer of Brazilian literature when he was arrested for political reasons. Even so, the narrati-ve presents a discovery, which concerns the world of the oppressed people, which the communist author perceives to be little known (or unknown) to him until his confinement in prison.
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