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A micropolítica deleuziana: linhas de fuga, desejo e resistência nas sociedades de controle

    1. [1] Universidade Estadual do Piau

      Universidade Estadual do Piau

      Brasil

  • Localización: Revista Diaphonía, ISSN-e 2446-7413, Vol. 11, Nº.1 3, 2025 (Ejemplar dedicado a: Diaphonía, v. 11, n. 3, 2025 - Dossiê: Celebração do centenário de Gilles Deleuze), págs. 452-461
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • Este artigo explora a micropolítica no pensamento de Gilles Deleuze, distanciandose das concepções tradicionais de filosofia política. A investigação central foca nas implicações políticas de conceitos-chave como o desejo enquanto produção, as máquinas desejantes, osagenciamentos, o corpo sem órgãos e as sociedades de controle. O texto analisa como o desejo, em Deleuze e Guattari, é concebido como uma força produtiva que opera incessantemente, subvertendo a visão psicanalítica da falta e criticando o edipianismo como uma formaçãoideológica que captura o desejo. Em seguida, aborda os agenciamentos como conexões heterogêneas que se opõem a noções de substância e sujeito, e o corpo sem órgãos como um plano de imanência para a liberação de intensidades. A transição das sociedades disciplinarespara as sociedades de controle é discutida, revelando como o poder opera por modulações e monitoramento contínuo, demandando novas formas de resistência baseadas em linhas de fuga e devires-minoritários. A influência de Spinoza e Nietzsche é destacada na construção deuma filosofia da potência, enquanto a releitura de Marx por Deleuze e Guattari desvela a captura capitalista da produção desejante e a lógica da dívida infinita. Conclui-se que a política deleuziana é uma ontologia imanente, que se manifesta como uma ética-estética da criaçãode novas formas de vida, valorizando a multiplicidade e a experimentação contra as forças de homogeneização e controle.


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