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“The Spirit of April 25 Must Reach the Countryside”: The Political Framing of Rural Classes Through the Press During the 1974–1975 Portuguese Revolution

    1. [1] Universidade de Lisboa

      Universidade de Lisboa

      Socorro, Portugal

  • Localización: Comunicação e Sociedade, ISSN-e 2183-3575, ISSN 1645-2089, Nº. 0, 49, 2026
  • Idioma: inglés
  • Títulos paralelos:
    • “O 25 de Abril Tem de Chegar ao Campo”: O Enquadramento Político das Classes Rurais Através da Imprensa na Revolução Portuguesa de 1974–1975
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      Without understanding the political foundations and the cultural shift that occurred during the Carnation Revolution, it would be impossible to analyse the responses of the new authorities in the press, one of the structuring vectors of the revolutionary reality. The practice of democracy is intrinsically linked to freedom of expression, a capacity that fosters public debate and consequently becomes one of the foundations of political life. Within this framework, the article examines this reality by exploring the convergence between political periodicals and their conception, mobilisation, and instrumentalisation as a tool for orienting and framing a specific social stratum: the rural classes. By focusing on newspapers, magazines, and party bulletins then in existence, as well as on particular publications produced or sponsored by the State, the study seeks to understand the distinct forms of political communication that the press enabled between 1974 and 1975, at both the discursive and visual levels. This approach allows us to problematise the press as a vehicle of information and as a device for constructing meaning, mobilising audiences, and generating contestation during a period of profound political and social reconfiguration. Methodologically, are combined techniques of textual criticism, the study of visual languages, and discourse analysis procedures, articulating them with a historical contextualisation of the revolutionary process. This analytical triangulation enables the identification of patterns of representation, strategies for addressing specific audiences — particularly rural audiences — and modes of legitimising conflicting political positions. In this way, the article deepens our understanding of the role of the press in shaping political publics, circulating competing narratives, and crystallising social categories during the revolution.

    • português

      Sem compreender os fundamentos políticos e a viragem cultural que se operou na Revolução dos Cravos, não seria possível analisar as respostas dadas pelo novo poder no domínio da comunicação social, um dos vetores estruturantes da realidade revolucionária. O exercício da democracia encontra-se conectado com a prática da liberdade de expressão, capacidade fomentadora do debate público, que, consequentemente, se torna numa das bases para o funcionamento da política. Tendo presente este enquadramento, o artigo analisa esta realidade, explorando a convergência entre a imprensa periódica de natureza política e os modos como esta foi concebida, mobilizada e instrumentalizada enquanto ferramenta de orientação e enquadramento de um estrato social específico: as classes rurais. Ao privilegiar o estudo dos jornais, revistas e boletins dos partidos políticos então existentes, bem como de algumas publicações produzidas ou patrocinadas pelo Estado, propomos compreender as formas específicas de comunicação política que a imprensa tornou possíveis entre 1974 e 1975, tanto no plano discursivo como no plano visual. Esta abordagem permite problematizar a imprensa como veículo de informação e como dispositivo de construção de sentidos, de mobilização e de disputa num período de profunda reconfiguração política e social. Metodologicamente, são combinadas técnicas de crítica textual, estudo das linguagens visuais e procedimentos de análise do discurso, articulando-as com uma contextualização histórica do processo revolucionário. Esta triangulação analítica possibilita identificar padrões de representação, estratégias de interpelar públicos específicos, em particular o público rural, e modos de legitimação das posições políticas em confronto. Este artigo permite, assim, aprofundar a compreensão sobre o papel da imprensa na formação de públicos políticos, na circulação de narrativas concorrentes e na cristalização de categorias sociais durante a revolução.


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