[1]
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Bernardo Nascimento Antunes
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Rainer da Silva Reinstein
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Pâmela Caye
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Otávio Henrique de Melo Schiefler
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Brenda Viviane Götz Socolhoski
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Amanda Oliveira Paraguassú
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Carla de Oliveira
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Daniel Curvello de Mendonça Müller
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Maurício Veloso Brun
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Brasil
Brasil
Brasil
Neoplasias primárias da vesícula biliar são muito raras em cães e o tratamento é a ressecção cirúrgica. Este relato aborda o caso de um cão com adenocarcinoma bem diferenciado da vesícula biliar que foi submetido à colecistectomia laparoscópica, uma abordagem não relatada anteriormente. O paciente apresentava colecistite, concreção biliar e área de mineralização intramural na vesícula biliar. Foi acompanhado e tratado por dois anos devido à doença biliar e então submetido à colecistectomia laparoscópica. A histopatologia concluiu que tratava-se de um adenocarcinoma bem diferenciado da vesícula biliar. Instituiu-se o tratamento quimioterápico, mas houve uma piora significativa no quadro clínico 10 meses após o procedimento cirúrgico e o paciente foi eutanasiado. Apesar da raridade deste tumor na espécie e sua tendência a mimetizar doenças biliares, o adenocarcinoma deve ser considerado um diagnóstico diferencial em casos envolvendo anormalidades da vesícula biliar. Áreas de mineralização e espessamento da parede da vesícula biliar devem ser investigadas e tratadas precocemente. Este caso demonstra que a abordagem laparoscópica pode ser viável para o manejo de neoplasias da vesícula biliar em cães
Primary gallbladder neoplasms are rare in dogs, and the treatment of choice is surgical resection. This report addresses the case of a dog with well-differentiated adenocarcinoma of the gallbladder that underwent laparoscopic cholecystectomy, an approach not previously documented in the literature. The patient presented cholecystitis, biliary concretion, and an area of intramural mineralization in the gallbladder. The patient was monitored and treated for two years due to biliary disease and subsequently underwent laparoscopic cholecystectomy. Histopathology concluded that it was a well-differentiated adenocarcinoma of the gallbladder. Chemotherapy was initiated, but there was significant clinical deterioration ten months after the surgical procedure, and the patient was euthanized. Despite the rarity of this tumor in the species and its tendency to mimic biliary diseases, adenocarcinoma should be considered a differential diagnosis in cases involving gallbladder abnormalities. Areas of mineralization and thickening of the gallbladder wall should be investigated and treated promptly. This case demonstrated that the laparoscopic approach may be a viable option for the management of gallbladder neoplasms in dogs.
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