Brasil
Objetivo/contexto: el artículo desarrolla el concepto de activismo sociopartidario para explicar cómo los activistas interactúan simultáneamente con partidos políticos y movimientos sociales a través de los mandatos colectivos de Brasil, examinando las condiciones bajo las cuales esta doble interacción puede democratizar la representación política. Metodología: un estudio cualitativo de casos múltiples analiza 33 mandatos colectivos (29 elegidos en las elecciones municipales de Brasil de 2020, dos precursores municipales de 2016 y dos mandatos a nivel estatal de 2018) basándose en 64 entrevistas semiestructuradas con 74 personas, una extensa investigación documental y un análisis de contenido inductivo-deductivo utilizando Atlas.ti. Conclusiones: las afiliaciones múltiples entre movimientos y partidos están generalizadas en los mandatos colectivos, lo que permite la transferencia de repertorios participativos y de conocimientos activistas a la práctica legislativa mediante estructuras de oficina horizontales, consejos políticos ampliados y una participación sostenida en comités, audiencias, territorios y protestas, tanto dentro como fuera de las instituciones. Los conflictos surgen de las limitaciones organizativas de los partidos y la ambigüedad legal en torno a las candidaturas colectivas, las rutinas deliberativas verticales y poco rigurosas de las legislaturas, las disputas entre facciones dentro del Partido de los Trabajadores (PT) y el Partido Socialismo y Libertad (PSOL), y la desigualdad en la alineación interna; presiones que pueden fragmentar a los colectivos incluso al ampliar la inclusión de grupos históricamente excluidos. Tres condiciones influyen tanto en el éxito como en el conflicto: la organización partidaria y legislativa, las afinidades compartidas y la alineación programática entre los concejales, y las microrrelaciones dentro de los partidos. En conjunto, estos factores condicionan cómo el activismo socio-partidista puede recalibrar la representación. Originalidad: al mover el foco analítico de las organizaciones a los activistas, el artículo introduce un marco generalizable —el activismo sociopartidario— que amplía la investigación partido–movimiento más allá de las alianzas episódicas al compromiso dual cotidiano, mapeando cómo los mandatos colectivos adaptan los repertorios del movimiento a las instituciones representativas mientras refuerzan las redes de la sociedad civil y proponiendo una visión integral del universo de los mandatos colectivos elegidos en el momento del estudio.
Objective/context: The article develops the concept of socio-partisan activism to explain how activists simultaneously engage with both political parties and social movements through Brazil’s collective mandates, examining the conditions under which this dual engagement can democratize political representation. Methodology: A qualitative multiple-case study analyzes 33 collective mandates—29 elected in Brazil’s 2020 municipal elections, two municipal precursors from 2016, and two state-level mandates from 2018—drawing on 64 semi-structured interviews with 74 individuals, extensive documentary research, and inductive-deductive content analysis using Atlas.ti. Conclusions: Multiple affiliations between movements and parties are widespread across collective mandates, enabling the transfer of participatory repertoires and activist knowledge into legislative practice through horizontal office structures, expanded political councils, and sustained engagement in committees, hearings, territories, and protests both inside and outside institutions. Conflicts stem from party organizational constraints and legal ambiguity surrounding collective candidacies, legislatures’ vertical and weakly deliberative routines, factional disputes within the Workers’ Party (PT) and the Socialism and Freedom Party (PSOL), and uneven internal alignment—pressures that can fragment collectives even as they broaden inclusion of historically excluded groups. Three conditions shape both success and conflict: party and legislative organization, shared affinities and programmatic alignment among co-councilors, and micro-relations within parties. Together, these factors condition how socio-partisan activism can recalibrate representation. Originality: By shifting the analytical focus from organizations to activists, the article introduces a generalizable framework—socio-partisan activism—that expands party–movement research beyond episodic alliances to everyday dual engagement, mapping how collective mandates adapt movement repertoires to representative institutions while reinforcing civil-society networks and proposing a comprehensive view of the universe of elected collective mandates at the time of study.
Objetivo/contexto: o artigo desenvolve o conceito de ativismo sociopartidário para explicar como ativistas se engajam simultaneamente com partidos políticos e movimentos sociais por meio dos mandatos coletivos no Brasil, examinando as condições sob as quais esse engajamento múltiplo pode democratizar a representação política. Metodologia: o estudo qualitativo de casos múltiplos analisa 33 mandatos coletivos — 29 eleitos nas eleições municipais brasileiras de 2020, dois mandatos municipais precursores de 2016 e dois mandatos estaduais de 2018 — com base em 64 entrevistas semiestruturadas com 74 indivíduos, extensa pesquisa documental e análise de conteúdo indutiva-dedutiva utilizando o Atlas.ti. Conclusões: múltiplas filiações entre movimentos e partidos são comuns nos mandatos coletivos, possibilitando a transferência de repertórios participativos e conhecimento ativista para a prática legislativa por meio de estruturas de gabinetes horizontalizadas, conselhos políticos ampliados e engajamento contínuo em comissões, audiências, territórios e protestos, tanto dentro quanto fora das instituições. Os conflitos decorrem de restrições organizacionais partidárias e da ambiguidade legal em torno de candidaturas coletivas, das rotinas verticais e pouco deliberativas dos legislativos, das disputas entre tendências dentro do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e do alinhamento interno desigual entre ativistas —pressões que podem fragmentar os coletivos mesmo quando ampliam a inclusão de grupos historicamente excluídos. Três condições moldam tanto o sucesso quanto o conflito: organização partidária e legislativa, afinidades compartilhadas e alinhamento programático entre os ativistas, e microrrelações dentro dos partidos. Juntos, esses fatores condicionam a forma como o ativismo sociopartidário pode renovar a representação. Originalidade: ao deslocar o foco analítico das organizações para os ativistas, o artigo introduz um enquadramento analítico generalizável —o ativismo sociopartidário— que expande a pesquisa sobre a relação partidos e movimentos para além de alianças episódicas, abrangendo o engajamento dual cotidiano. O artigo mapeia como os mandatos coletivos adaptam os repertórios dos movimentos às instituições representativas, ao mesmo tempo que reforçam as redes da sociedade civil, e propõe uma visão abrangente do universo de mandatos coletivos eleitos no momento do estudo.
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