Pamplona, España
Objetivo/contexto: este artículo evalúa si el estallido social chileno configura un momento populista desde un enfoque laclauniano identificando los mecanismos discursivos que permiten reconocerlo en la acción colectiva. Metodología: se realizaron 31 entrevistas en profundidad (mayo‑septiembre de 2020) a organizaciones protagonistas de la revuelta relacionadas con feminismo, trabajo, ecologismo, movimiento estudiantil y derechos humanos, entre otros ámbitos. Conclusiones: el estallido se comportó como un fenómeno populista imperfecto al articular una frontera pueblo-élites y una cadena equivalencial sintetizada por el significante vacío dignidad, que catalizó un horizonte posneoliberal condensado en la demanda de una nueva constitución, aunque sin la emergencia de un liderazgo carismático unificador. Originalidad: aporta evidencia empírica cualitativa desde la propia experiencia de las organizaciones para leer la revuelta chilena a partir del marco de la teoría populista.
Objective/context: This article assesses whether Chile’s social uprising constitutes a populist moment from a Laclauian perspective, identifying the discursive mechanisms that make it recognizable in collective action. Methodology: Thirty-one in-depth interviews (May-September 2020) were conducted with organizations that played leading roles in the revolt, spanning feminism, labor, environmentalism, the student movement, and human rights, among other areas. Conclusions: The uprising operated as an imperfect populist phenomenon by drawing a people-elite frontier and an equivalential chain synthesized by the empty signifier “dignity,” which catalyzed a post-neoliberal horizon condensed in the demand for a new Constitution, albeit without the emergence of a unifying charismatic leader. Originality: It offers qualitative empirical evidence grounded in organizational experiences to read the Chilean revolt through populist theory.
Objetivo/contexto: este artigo avalia se o levante social chileno configura um momento populista a partir de uma perspectiva laclauiana, identificando os mecanismos discursivos que permitem reconhecê-lo na ação coletiva. Metodologia: foram realizadas 31 entrevistas em profundidade (maio-setembro de 2020) com organizações protagonistas da revolta, abrangendo feminismo, trabalho, ambientalismo, movimento estudantil e direitos humanos, entre outras áreas. Conclusões: o levante se comportou como um fenômeno populista imperfeito ao traçar uma fronteira povo-elites e uma cadeia equivalencial sintetizada pelo significante vazio “dignidade”, que catalisou um horizonte pós-neoliberal condensado na demanda por uma nova Constituição, embora sem a emergência de uma liderança carismática unificadora. Originalidade: oferece evidência empírica qualitativa baseada em experiência organizacional para ler a revolta chilena a partir de quadros da teoria do populismo.
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