A intervenção do Estado sempre se fez presente no Nordeste brasileiro. Sua atuação se deu de forma autoritária e paliativa contribuindo para acirrar os desníveis regionais. Essa atuação pode ser dividida em dois momentos, antes e depois da SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste). Este órgão marcou o início de uma política de desenvolvimento regional. Com o seu fracasso vieram outras intervenções através da criação de projetos e programas como a Política de Irrigação para o Nordeste. Entre seus objetivos estava a implementação de Perímetros Irrigados nos vales úmidos do Nordeste, sob a responsabilidade do DNOCS (Departamento de Obras contra as Secas). Estes tiveram como base jurídica o Estatuto da terra aprovado na vigência da ditadura militar. Visava, entre outras coisas, implementar um processo de modernização no campo, através da desapropriação e instalação de uma infraestrutura moderna, desapropriando vários pequenos produtores. A instalação dos Perímetros Irrigados, impôs uma nova organização sócio espacial na área. Houve o aparecimento do "colono" ou "irrigante" um novo agente na organização social do Sertão e a territorialização daquele espaço (Perímetro) pelo Estado através das relações de poder projetados no mesmo.
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