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A disputa pelo domínio discursivo dos alimentos ultraprocessados sob a perspectiva dos estudos de mercado construtivistas

    1. [1] Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

      Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

      Brasil

    2. [2] Centro Universitário Unihorizontes, Programa de Pós-graduação em Administração – Belo Horizonte (MG), Brasil.
  • Localización: Revista Eletrônica de Negócios Internacionais: Internext, ISSN 1980-4865, ISSN-e 1980-4865, Vol. 20, Nº. 3, 2025
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • The dispute over the discursive dominance of ultra-processed foods from the perspective of constructivist market studies
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      Objective: The aim of this study was to analyze how the term “ultra-processed” is approached by different players in the food market, especially nutrition science professionals, government representatives, and the food industry. Method: Through interviews and document analysis, the data were analyzed using situational analysis, which is considered a new generation of grounded theory. Main results: The research indicated that two major visions dispute the discursive domain of ultra-processed foods. The nutrition discourse promotes public health, evidence-based food policies, and criticism of the excessive industrialization of food. It is firmly anchored in the concept of normative practices and representation. The technology discourse is based on the principles of food science and technology, arguing that all types of processing, including industrial ones, can be safe. It is more associated with transaction practices. Relevance/originality: The study shows how different actors dispute control of the discourse of the concept of ultra-processed food, affecting what is communicated to consumers and, consequently, their ability to make informed food choices, as well as understanding how the idea itself is constructed, disputed, and mobilized as an instrument of power and influence in the market. Theoretical contributions: The article treats the term “ultra-processed” as a performative sociotechnical device that directly affects the formation of value judgments, consumer behavior, and the organization of the market. It also shows that actors such as government and industry have extended calculative agency—equipped with power, technical knowledge, and discursive devices—capable of influencing consumers, who in turn have limited agency and depend on dominant discourses.

    • português

      Objetivo: Analisar como o termo ultraprocessado é abordado por diferentes agentes no mercado da alimentação, especialmente profissionais da ciência da nutrição, representantes do governo e da indústria alimentícia. Método: Por meio de entrevistas e análise de documentos, os dados foram analisados à luz da análise situacional, considerada uma nova geração da grounded theory. Principais Resultados: A pesquisa apontou que duas grandes visões disputam o domínio discursivo dos alimentos ultraprocessados: o discurso da nutrição, que promove a saúde pública, políticas alimentares baseadas em evidências e crítica à industrialização excessiva dos alimentos, fortemente ancorado no conceito de práticas normativas e de representação; e o discurso da tecnologia, que se sustenta nos princípios da ciência e tecnologia de alimentos, defendendo que todos os tipos de processamento, incluindo os industriais, podem ser seguros. O segundo tipo está mais associado às práticas de transação. Relevância / Originalidade: O estudo mostra como diferentes atores disputam o controle do discurso do conceito de alimento ultraprocessado, afetando o que é comunicado ao consumidor e, por consequência, sua capacidade de fazer escolhas alimentares informadas, além de entender como o próprio conceito é construído, disputado e mobilizado como instrumento de poder e influência no mercado. Contribuições Teóricas / Metodológicas: O artigo trata o termo ultraprocessado como um dispositivo sociotécnico performativo que afeta diretamente a formação de juízos de valor, o comportamento do consumidor e a organização do mercado. Além disso, mostra que atores como governo e indústria têm agência calculadora ampliada — equipada com poder, conhecimento técnico e dispositivos discursivos — capazes de influenciar os consumidores, que, por sua vez, têm uma agência limitada e dependente dos discursos dominantes.

      e a disputa pelo domínio do termo ultraprocessado foi representado na arena posicional e é alvo de disputas dados os conflitos, as desigualdades e as lutas por poder em prol de dominá-lo. Essa arena é marcada pelos conflitos que envolvem qual ator consegue manter maior controle sobre o uso do discurso do termo ultraprocessado.

        Relevância/originalidade: É possível apontar que o termo ultraprocessado é associado a alimentos que pioram a saúde humana e se tornou alvo de disputas entre os cientistas da área da saúde e os agentes da indústria.

        Contribuições teóricas: As práticas de mercado de alimentos, o que inclui as disputas discursivas, seriam capazes de elevar o estado de vulnerabilidade do consumidor no que se refere ao seu conhecimento, o que poderia contribuir para aumentar o estado de insegurança alimentar e nutricional.


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