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Argentina
Este artículo recupera el recorrido burocrático de una carta centenaria desde el momento de su producción, pasando por su archivamiento y, finalmente, su desarchivo con el fin de formar parte de la recopilación documental de la comunidad de Aldea Epulef, en Chubut. La carta fue escrita por Mariano Epulef (h), referente mapuche de comienzos del siglo XX, bajo la urgencia apremiante de la violencia policial. A partir de la trayectoria de la carta, este texto indaga en problemas teóricos, ligados a las relaciones de poder que se establecen en la creación de archivos y a la producción de silencios relacionados a estas. En segundo lugar, define un recorrido metodológico de trabajo en archivos con y sobre indígenas indicando niveles de atención para dimensionar la agencia en el contexto de relaciones asimétricas. Finalmente, explora las múltiples posibilidades que el desarchivo trae para la comunidad que conoce esta carta cien años después, así como para repensar el lugar de los archivos en procesos políticos.
Video breve de la autora: https://youtu.be/6qjU_LLIuUM
Este artigo recupera o percurso burocrático de uma carta centenária desde o momento da sua produção, passando pelo seu arquivamento e, finalmente, pelo seu desarquivamento para fazer parte do acervo da comunidade de Aldea Epulef em Chubut. A carta foi escrita por Mariano Epulef (h), referência mapuche no início do século XX, sob a premente urgência da violência policial. Partindo da trajetória da carta, este texto investiga problemas teóricos, ligados às relações de poder que se estabelecem na criação de arquivos e na produção de silêncios relacionados a estes. Em segundo lugar, estabelece um percurso metodológico de trabalho em arquivos com e sobre povos indígenas, indicando níveis de atenção para dimensionar a agência no contexto de relações assimétricas. Por fim, investiga as múltiplas possibilidades que o desarquivamento traz para a comunidade que conhece esta carta cem anos depois, bem como para repensar o lugar dos arquivos nos processos políticos.
This article traces the bureaucratic journey of a century-old letter, from the moment it was produced, through its archiving, and finally to its de-archiving, thus making it part of the community archives of Aldea Epulef, in Chubut. The letter was written by Mariano Epulef (Jr.), an early-twentieth-century Mapuche leader, under the pressing urgency of police violence. Based on the itinerary of the letter, this text investigates theoretical problems linked to the power relations established in the creation of archives and the production of silences related to these. Secondly, it draws a methodological path of work in archives with and about Indigenous people, focusing on the observation of agency in the context of asymmetrical relations. Finally, this research explores the multiple possibilities that de-archiving brings to the community that gets to know this letter one hundred years later, as well as it rethinks the place of archives in political processes.
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