This study aims to analyse the volume Sempre!, written by Rita Taborda Duarte and illustrated by Madalena Matoso, examining how the creators revisit and recreate, from an explicitly autobiographical perspective, the memories of the April 1974 Revolution, including its antecedents and consequences. Considering the tradition of retellings of the Revolution aimed at younger audiences, often from the viewpoint of participants or direct witnesses to this event, which indelibly marked 20th-century Portuguese history, this volume is of particular interest as the author was a child at the time of the Revolution. This unique perspective influences the narrative and, in a way, brings it closer to the intended readers of the book under analysis.
Pretende-se, com este estudo, proceder a um estudo do volume Sempre!, escrito por Rita Taborda Duarte e ilustrado por Madalena Matoso, analisando a forma como as criadoras revisitam e recriam, a partir de uma perspetiva assumidamente autobiográfica, as memórias da Revolução de Abril de 1974, incluindo os seus antecedentes e consequências. Atendendo à tradição das reescritas da Revolução destinadas aos mais novos, geralmente a partir do ponto de vista dos intervenientes ou testemunhas diretas desse acontecimento que marcou de forma indelével a História de Portugal do século XX, este volume reveste-se de especial interesse pelo facto de a escritora ser criança na altura da Revolução, ponto de vista original que interfere no relato e que a aproxima, de alguma forma, dos leitores preferenciais da obra em análise.
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