Cuenca, Ecuador
Este trabajo explora las posibilidades del biotextil en la generación de estructuras básicas que dan forma a objetos y espacios, evidenciando la contemporaneidad del artificio en contextos artísticos y de diseño. Partiendo de principios teóricos planteados por pensadores como Gadamer (2008), Simon (1998), Marcuse (1988) y Archer (2009), se sostiene que la organización de líneas y formas básicas sirve como base para la construcción estética, funcional y simbólica del objeto, integrando tanto materiales naturales como componentes tecnológicos. La incorporación de biotextiles elaborados a partir de alginato, lana, glicerina, corteza de naranja y aceite de coco permite obtener superficies gomo-sas, flexibles y fácilmente manipulables mediante cortes, dobleces, drapeados y calados. Estos materiales posibilitan la superposición de capas y la producción de nuevas texturas que, al interactuar con la luz y la disposición espacial, configuran ambientes funcionales y expresivos. De este modo, la aproximación aquí presentada aborda el artificio no solo como una construcción material, sino como una experiencia sensorial y conceptual que articula lo orgánico con lo tecnológico. Al alejarse de la cosificación del objeto diseñado, el biotextil contribuye a reconfigurar el sentido del artificio en la contemporaneidad, ofreciendo alternativas sostenibles y experimentales que amplían las dimensiones estéticas y semánticas del espacio. Se plantea así una lectura del artificio como un fenómeno coextensivo, capaz de integrar multidimensionalmente las distintas capas y niveles de significado que el contexto cultural contemporáneo demanda.
This paper explores the possibilities of biotextiles in generating basic structures that shape objects and spaces, highlighting the contemporaneity of artifice in artistic and design contexts. Based on theoretical principles proposed by thinkers such as Gadamer (2008), Simon (1998), Marcuse (1988) and Archer (2009), it argues that the organiza-tion of basic lines and shapes serves as the foundation for the aesthetic, functional, and symbolic construction of the object, integrating both natural materials and technological components.The incorporation of biotextiles made from alginate, wool, glycerin, orange peel, and co-conut oil allows for the creation of rubbery, flexible surfaces that can be easily manipulated through cutting, folding, draping, and perforating. These materials enable the layering of surfaces and the production of new textures that, when interacting with light and spatial arrangement, configure functional and expressive environments.Thus, the approach presented here addresses artifice not only as a material construction but also as a sensory and conceptual experience that articulates the organic with the te-chnological. By moving away from the commodification of designed objects, biotextiles contribute to reconfiguring the sense of artifice in contemporary times, offering sustaina-ble and experimental alternatives that expand the aesthetic and semantic dimensions of space. It proposes a reading of artifice as a coextensive phenomenon, capable of multidi-mensionally integrating the different layers and levels of meaning demanded by contem-porary cultural contexts.
Este trabalho explora as possibilidades do biotêxtil na geração de estruturas básicas que moldam objetos e espaços, evidenciando a contemporaneidade do artifício em contextos artísticos e de design. Partindo de princípios teóricos apresentados por pensa-dores como Gadamer (2008), Simon (1998), Marcuse (1988) e Archer (2009), defende-se que a organização de linhas e formas básicas serve como base para a construção estética, funcional e simbólica do objeto, integrando tanto materiais naturais quanto componentes tecnológicos.A incorporação de biotêxtil elaborados a partir de alginato, lã, glicerina, casca de laranja e óleo de coco permite obter superfícies gomosas, flexíveis e facilmente manipuláveis por meio de cortes, dobras, drapeados e perfurações. Esses materiais possibilitam a sobrepo-sição de camadas e a produção de novas texturas que, ao interagir com a luz e a disposição espacial, configuram ambientes funcionais e expressivos.Dessa forma, a abordagem apresentada aqui trata o artifício não apenas como uma cons-trução material, mas como uma experiência sensorial e conceitual que articula o orgânico com o tecnológico. Ao afastar-se da cosificação do objeto projetado, o biotêxtil contribui para reconfigurar o sentido do artifício na contemporaneidade, oferecendo alternativas sustentáveis e experimentais que ampliam as dimensões estéticas e semânticas do espaço. Assim, propõe-se uma leitura do artifício como um fenômeno coextensivo, capaz de inte-grar multidimensionalmente as diferentes camadas e níveis de significado que o contexto cultural contemporâneo exige.
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