Este artigo analisa o papel moderador do tamanho da empresa na relação entre a divulgação de práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) e o desempenho corporativo, com foco em empresas situadas nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A pesquisa classifica-se como de natureza descritiva, documental e quantitativa, abrangendo o período de análise de 2019 a 2023. A amostra inicial de 26.017 empresas foi refinada para 5.552, após a exclusão de instituições financeiras e registros com dados incompletos. Para a análise empírica, foram aplicados modelos de regressão quantílica nos quantis τ=0,05; τ=0,50; e τ=0,95, permitindo captar efeitos heterogêneos da performance ESG. Os resultados revelam que empresas de menor tamanho enfrentam obstáculos significativos na implementação de práticas ESG, especialmente devido a restrições financeiras e operacionais. Em contraste, empresas maiores demonstram maior capacidade de internalizar os benefícios dessas práticas, refletindo em melhor desempenho corporativo. A pesquisa contribui ao debate ao evidenciar que o impacto das iniciativas ESG não é uniforme, variando conforme o pilar considerado e o tamanho da organização. Tais achados reforçam a importância de políticas públicas e estratégias empresariais que considerem as especificidades estruturais das empresas para promover a sustentabilidade corporativa de forma equitativa.
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