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Da faculdade metalinguística em Benveniste à proposição de uma Antropologia da Enunciação

    1. [1] Universidade Federal do Rio Grande do Sul

      Universidade Federal do Rio Grande do Sul

      Brasil

  • Localización: Scripta, ISSN-e 2358-3428, ISSN 1516-4039, Vol. 28, Nº. 62, 2024 (Ejemplar dedicado a: Estudos literários e linguísticos: temas livres), págs. 186-207
  • Idioma: portugués
  • Enlaces
  • Resumen
    • Este artigo investiga a noção de faculdade metalinguística nos livros Problemas de linguística geral I e Problemas de linguística geral II, do linguista francês Émile Benveniste. Tal noção é apresentada na obra como a base para o entendimento da propriedade de interpretância das línguas, que permite o estabelecimento das relações de interpretância, passíveis de serem estabelecidas entre, de um lado, o sistema da língua e os demais sistemas semiológicos e, de outro lado, a língua em relação a si mesma. A partir desse estudo, fundamentam-se duas hipóteses: a primeira considera que a noção de faculdade metalinguística remete, na reflexão benvenistiana, a uma característica geral da linguagem humana; a segunda hipótese sustenta que essa faculdade emerge como uma propriedade das línguas, o que pode ser observado nas relações de interpretância por ela estabelecidas. Nesse sentido, dá-se destaque a três ideias que estão implicadas na teoria da linguagem de Benveniste: faculdade, propriedades e relações. Por fim, avalia-se a importância desse raciocínio no quadro de uma perspectiva antropológica da enunciação. Defende-se que as ideias de Benveniste podem sustentar uma abordagem enunciativo-antropológica desde que se leve em conta os comentários que o falante faz sobre a sua condição de falante ao falar de sua experiência de falante no interior de fenômenos da linguagem.


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