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A contestação e a apropriação da viagem no road novel trilhas, de Robyn Davidson

    1. [1] Universidade Estadual de Maringá

      Universidade Estadual de Maringá

      Brasil

  • Localización: Scripta, ISSN-e 2358-3428, ISSN 1516-4039, Vol. 28, Nº. 62, 2024 (Ejemplar dedicado a: Estudos literários e linguísticos: temas livres), págs. 48-72
  • Idioma: portugués
  • Enlaces
  • Resumen
    • O road novel Trilhas: a incrível jornada de uma mulher pelo deserto australiano, publicado em 1980 pela escritora australiana Robyn Davdson, é uma narrativa que questiona a liberdade das estradas. Contudo, a aventura da protagonista no deserto é usada pela mídia para reforçar os estigmas de “mulheres aventureiras” que muitas recebem ao se colocarem na estrada, já que, para as sociedades de inspiração patriarcal, só sendo uma “dessas mulheres” se poderia pensar em realizar tal proeza. Nesse contexto, o objetivo deste artigo é analisar como ocorre a representação da viagem pela perspectiva feminina, de modo a compreender o processo de contestação e de apropriação do espaço pela personagem. Para tanto, esta pesquisa se respaldou nos estudos de Assmann (2011), Certeau (2014), Lefbvre (2006), entre outros, por meio dos quais observa-se como a protagonista enfrenta o conceito de espaço e o medo, contestando-os, e, apesar da dificuldade, desenvolvendo a apropriação da mobilidade.


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