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Resumen de Novos arranjos das “forças da tradição” nas políticas de educação especial no Brasil

Rosalba Maria Cardoso Garcia

  • español

    La Educación Especial en Brasil se constituyó como una política pública en medio de la dominación corporativo-militar. Las directrices educativas elaboradas frente a la crisis del capital, organizadas por la UNESCO/Banco Mundial, a partir de la década de 1990 fueron claves para proponer políticas de inclusión educativa en Brasil. Identificamos tres generaciones de políticas con perspectiva inclusiva en Brasil, destacando la tercera, propuesta en los gobiernos de Michel Temer (2016 –2018) y Jair Bolsonaro (2019 –2022). Analizamos el Decreto N° 10.502 de 2020, que apunta a la reanudación de los servicios segregados, privatistas, la reducción de las inversiones públicas en redes de educación pública. Examinamos los nuevos arreglos de las fuerzas que tradicionalmente han actuado en Brasil y que corroboran su empresariado. Analizamos sus formas de acción y vínculos políticos para satisfacer intereses privatistas. También se evidencian las disputas en torno a la concepción de una perspectiva inclusiva para la educación especial, hasta hace poco hegemonizada por el pensamiento social-liberal, enfocándose en el acceso y permanencia de los estudiantes de educación especial a la educación básica en clases comunes de educación regular, complementaria y no sustitutiva o segregada. La ofensiva liberal-ultraconservadora de las "fuerzas de la tradición" ha cuestionado la formulación de otro consenso para la perspectiva inclusiva en la educación especial, que agrega cuidados segregados y sustitutivos, justificados por la condición de estudiantes que necesitan un apoyo más integral. Tales disputas caracterizan un antagonismo conservador, en el mismo campo político, que expresa luchas intraburguesas.

  • português

    A Educação Especial no Brasil constituiu-se como política pública em meio à dominação empresarial-militar. As diretrizes educacionais produzidas em face da crise do capital, organizadas pela Unesco/Banco Mundial, a partir dos anos 1990 foram chave para a proposição de políticas de inclusão educacional no Brasil. Identificamos três gerações de políticas de perspectiva inclusiva no Brasil, destacando a terceira, proposta nos governos Michel Temer (2016 – 2018) e Jair Bolsonaro (2019 – 2022). Analisamos o Decreto nº 10.502 de 2020, que aponta para a retomada dos atendimentos segregados, sua face privatista, reduzindo investimentos públicos nas redes públicas de ensino, ajustando-se à agenda Educação 2030. Examinamos os novos arranjos das forças que tradicionalmente atuaram no Brasil e que corroboram para o seu empresariamento. Apresentamos e analisamos suas formas de atuação e vinculações políticas para atender interesses privatistas. Também demonstramos as disputas pela concepção de perspectiva inclusiva para a educação especial, até recentemente hegemonizada pelo pensamento social-liberal, com foco no acesso e permanência dos estudantes da educação especial à educação básica em classes comuns do ensino regular, complementar e não substitutiva, nem segregada. A ofensiva liberal-ultraconservadora das “forças da tradição” tem disputado a formulação de outro consenso para a perspectiva inclusiva na educação especial, que agrega os atendimentos segregados e substitutivos, justificado pela condição dos estudantes que necessitam suporte mais abrangente. Tais disputas caracterizam um antagonismo conservador, no mesmo campo político, expressando lutas intraburguesas.

  • English

    Special Education in Brazil was constituted as a public policy in the midst of corporate-military domination. The educational guidelines produced in the face of the crisis of capital, organized by UNESCO/World Bank, from the 1990s onwards were key to proposing policies for educational inclusion in Brazil. We identified three generations of policies with an inclusive perspective in Brazil, highlighting the third, proposed in the Michel Temer (2016 –2018) and Jair Bolsonaro (2019 –2022) governments. We analyzed Decree No. 10,502 of 2020, which points to the resumption of segregated services, its privatist face, reducing public investments in public education networks, adjusting to the Education 2030 agenda. We examine the new arrangements of the forces that have traditionally acted in Brazil and that corroborate their entrepreneurialism. We present and analyze their forms of action and political links to meet privatist interests. We also demonstrate the disputes over the conception of an inclusive perspectivefor special education, until recently hegemonized by social-liberal thinking, focusing on the access and permanence of special education students to basic education in common classes of regular, complementary and non-substitutive or segregated education. The liberal-ultraconservative offensive of the "forces of tradition" has disputed the formulation of another consensus for the inclusive perspective in special education, which aggregates segregated and substitutive care, justified by the condition of students who need more comprehensive support. Such disputes characterize a conservative antagonism, in the same political field, expressing intra-bourgeois struggles.


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