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Sonambulismo verde: minería, entropía y los límites de la sostenibilidad en el norte de Chile

    1. [1] Universidad Diego Portales

      Universidad Diego Portales

      Santiago, Chile

    2. [2] Worlds of Lithium, Chile
  • Localización: Antípoda: Revista de Antropología y Arqueología, ISSN-e 1900-5407, Nº. 60, 2025 (Ejemplar dedicado a: Contemporary Doctoral Research in Latin America and the Caribbean (II)), págs. 247-272
  • Idioma: español
  • Títulos paralelos:
    • Sonambulismo verde: mineração, entropia e os limites da sustentabilidade no norte do Chile
    • Green Sleepwalking: Mining, Entropy, and the Limits of Sustainability in Northern Chile
  • Enlaces
  • Resumen
    • español

      En un contexto global marcado por la urgencia climática, la transición energética se presenta como una solución ineludible a la crisis ecológica. Este artículo examina críticamente esa promesa, mostrando cómo reproduce lógicas industriales y colonialidades epistémicas que clausuran la imaginación de alternativas. Nos preguntamos cómo se configuran y resisten, de manera situada, las formas de automatización política y epistémica que acompañan la transición energética verde. Proponemos el concepto de sonambulismo verde para describir un automatismo colectivo que, bajo retóricas de sostenibilidad, profundiza dinámicas extractivas y debilita la capacidad de pensar futuros divergentes. Metodológicamente, el artículo se basa en trabajo etnográfico realizado entre 2018 y 2024 en el Salar de Atacama, incluyendo visitas prolongadas al territorio y participación en instancias institucionales de gobernanza del litio. Analizamos además el enclave energético de Tocopilla —clave histórica en la minería del cobre— para situar el litio dentro de una ecología extractiva de más largo aliento. Introducimos la noción de omisiones entrópicas para describir cómo las narrativas dominantes de transición energética silencian las pérdidas irreversibles —materiales, ecológicas y psicosociales— propias de estos regímenes de producción. Argumentamos que el sonambulismo verde opera precisamente mediante la omisión de pasados entrópicos, separando materiales como el litio de sus entornos históricos y afectivos para alinearlos con discursos globales de urgencia climática. Como aporte original, articulamos una crítica conceptual y empírica desde el sur, en diálogo con Bernard Stiegler, al conceptualizar el Entropoceno como una era de aceleración entrópica que erosiona la individuación y el disenso. Frente a ello, planteamos una negantropía decolonial como forma de reactivar el pensamiento colectivo, más allá del progreso lineal.

    • English

      In a global context defined by climate urgency, the energy transition is presented as an unavoidable solution to the ecological crisis. This article critically examines that promise, revealing how it reproduces industrial logics and epistemic colonialities that constrain the imagination of alternatives. We ask how, in situated ways, political and epistemic forms of automation that accompany green energy transitions are configured and resisted. We propose the concept of green sleepwalking to describe a collective automatism that, under the rhetoric of sustainability, deepens extractive dynamics and erodes the capacity to envision divergent futures. Methodologically, the article draws on ethnographic fieldwork conducted between 2018 and 2024 in the Atacama Salt Flat, involving extended field visits and participation in institutional forums for lithium governance. We also examine the energy enclave of Tocopilla—historically vital to copper mining—in order to situate lithium within a deeper, long-standing extractive ecology. We propose the notion of entropic omissions to capture how dominant energy transition narratives obscure irreversible losses—material, ecological, and psychosocial—embedded in current production regimes. We argue that green sleepwalking works precisely by erasing these entropic pasts, detaching materials like lithium from their historical and emotional contexts to align them with global discourses of climate urgency. This article contributes a conceptual and empirical critique from the South, engaging with the work of Bernard Stiegler to conceptualize the Entropocene as an era of accelerating entropy—one that erodes individuation and suppresses dissent. In response, we propose a decolonial negantropy as a way to reignite collective thinking beyond the logic of linear progress.

    • português

      Em um contexto global marcado pela emergência climática, a transição energética se apresenta como uma solução ineludível à crise ecológica. Neste artigo, essa promessa é examinada de forma crítica, mostrando como são reproduzidas lógicas industriais e colonialidades epistêmicas que encerram a imaginação de alternativas. Questionamos como são configuradas e como resistem, de maneira situada, as formas de automatização política e epistêmica que acompanham a transição energética verde. Propomos o conceito de sonambulismo verde para descrever um automatismo coletivo que, sob retóricas de sustentabilidade, aprofunda dinâmicas extrativas e enfraquece a capacidade de imaginar futuros divergentes. Metodologicamente, este artigo está baseado em trabalho etnográfico realizado entre 2018 e 2024 no Salar de Atacama, incluindo visitas prolongadas ao território e participação em instâncias institucionais de governança do lítio. Além disso, analisamos o enclave energético de Tocopilla — peça histórica na cadeia de mineração do cobre — para situar o lítio dentro de uma ecologia extrativa de maior fôlego. Introduzimos a noção de omissões entrópicas para descrever como as narrativas dominantes de transição energética silenciam as perdas irreversíveis — materiais, ecológicas e psicossociais — inerentes a esses regimes de produção. Argumentamos que o sonambulismo verde atua precisamente mediante a omissão de passados entrópicos, separando materiais como o lítio de seus entornos históricos e afetivos para alinhá-los aos discursos globais de emergência climática. Como contribuição original, articulamos uma crítica conceitual e empírica a partir do Sul, em diálogo com Bernard Stiegler, ao conceitualizar o Entropoceno como uma era de aceleração entrópica que corrói processos de individuação e dissidência. Diante disso, propomos uma negantropia decolonial como forma de reativar o pensamento coletivo para além do progresso linear.


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