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Festas Feiras de Sementes Crioulas: resistência e reexistência diante dos desafios

    1. [1] Universidade Federal do Paraná

      Universidade Federal do Paraná

      Brasil

  • Localización: IDeAS, ISSN-e 1984-9834, Vol. 19, Nº. 1, 2025
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Creole Seed Festivals: resistance and reexistence in the face of challenges
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      The appropriation of seeds is embedded in multiple rationalities involving models of production and consumption applied to agricultural activities and the exploitation of natural resources, which promote their commodification and the monopolization of agrobiodiversity. In this context, the Festas Feiras de Sementes Crioulas (Heirloom Seed Festivals) give rise to practices of resistance and struggles for territory, where various social movements organize around the defense of seeds. The festivals were investigated as spaces for the construction of resistance and reexistence in the face of the dynamics of hegemonic agriculture. This article presents the results of a qualitative and descriptive study conducted between 2020 and 2024, involving participant observation during Festas Feiras de Sementes Crioulas in Paraná, Brazil. Based on oral narratives and direct observations, it was found that these spaces play a crucial role in the preservation of heirloom seeds, the valuing of agrobiodiversity, and the development of agroecological farming practices. The research shows that these festivals are configured as territorial practices that oppose the forces of deterritorialization imposed by modern agriculture, spaces of resistance that, from within the challenges, give rise to reexistence and reterritorialization through the heirloom seed. Thus, the findings indicate that these festivals are concrete expressions of struggle and resistance, promoting the pluridiversity of territories.

    • português

      A propriação das sementes está inserida em diversas racionalidades que envolvem modelos de produção e consumo aplicados às atividades agrícolas e de exploração dos recusos naturais, que promovem sua mercantilização e o monopólio da agrobiodiversidade. Neste contexto, nas Festas Feiras de Sementes Crioulas, emergem práticas de resistência e luta por territórios, onde diversos movimentos sociais se articulam em torno das sementes. Investigou-se as feiras como espaços de construções de resistência e de reexistência diante das dinâmicas da agricultura hegemônica. Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa qualitativa e descritiva, realizada entre 2020 e 2024, envolvendo observação participante em Festas Feiras de Sementes Crioulas no Paraná, Brasil. Com base em narrativas orais e observações diretas, identificou-se que esses espaços desempenham um papel crucial na preservação das sementes crioulas, valorização da agrobiodiversidade e construção de práticas agrícolas agroecológicas. A pesquisa evidenciou que as feiras se configuram como práticas territoriais em oposição às forças de desterritorialização da agricultura moderna, de espaços de resistência aos desafios à re-existência a partir dos desafios numa força reterritorializadora pela semente crioula. Assim, os resultados desta pesquisa apontam que as feiras são uma expressão concreta de luta e resistência, que promove as pluridiversidades dos territórios.


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