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Sánchez-Negrette, Yair José
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Salinas-Castillo, María Camila
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Colombia
La historiografía sobre la medicalización de la justicia en Antioquia puede entenderse como un caso de injusticia epistémica, en tanto tiende a marginalizar el conocimiento técnico en el contexto judicial. Los estudios históricos sobre la medicalización en Colombia señalan que dicho proceso permeó distintos ámbitos, incluidos el derecho y la administración de justicia, privilegiando, desde finales del siglo XIX, la figura del médico oficial sobre otros tipos de peritos. Este artículo sostiene que tal interpretación historiográfica incurre en una forma de injusticia epistémica al invisibilizar saberes alternativos, en particular, los de las parteras-perito. Estas son comprendidas como sujetas de conocimiento, dado que producen, transmiten y adaptan un saber técnico-cultural específico. Se contrasta la narrativa historiográfica con la legislación vigente, la doctrina jurídica y casos judiciales registrados entre las décadas de 1930 y 1940. A partir de ello, se examina teórica y conceptualmente cómo se estructura el saber de las parteras y por qué su exclusión constituye un caso de injusticia testimonial. Finalmente, se subraya la relevancia del conocimiento técnico en la práctica judicial y su pertinencia para una reflexión crítica en el campo historiográfico.
The historiography of the medicalization of justice in Antioquia can be understood as a case of epistemic injustice, as it tends to marginalize technical knowledge within the judicial context. Historical studies on medicalization in Colombia suggest that this process permeated various spheres, including law and the administration of justice, privileging, since the late nineteenth century, the role of the governmentappointed physician over other types of experts. This article argues that such historiographical interpretation enacts a form of epistemic injustice by making alternative forms of knowledge invisible; particularly, that of midwives-experts. The latter are understood as subjects of knowledge, as they produce, share, and adapt specific technical-cultural knowledge. This article contrasts the historiographical narrative with the contemporary legislation, the legal doctrine, and judicial cases recorded in the 1930s and 1940s. From this analysis, it explores, theoretically and conceptually, how midwives’ knowledge is structured and why its exclusion constitutes a case of testimonial injustice. Finally, it highlights the importance of technical knowledge in judicial practice and its relevance for a critical reflection in the field of historiography.
A historiografia sobre a medicalização da justiça em Antioquia pode ser compreendida como um caso de injustiça epistêmica, na medida em que tende a marginalizar o conhecimento técnico no contexto judiciário. Os estudos históricos sobre a medicalização na Colômbia apontam que tal processo permeou diferentes âmbitos, incluídos o direito e a administração de justiça, dando privilégio, desde meados do século XIX, à figura do médico oficial sobre outros tipos de peritos. Este artigo propõe que tal interpretação historiográfica incorre em uma forma de injustiça epistêmica ao invisibilizar saberes alternativos, em particular, os das parteiras-perito. Elas são compreendidas como sujeitas de conhecimento, dado que produzem, transmitem e adaptam um saber técnico-cultural específico. A narrativa historiográfica é contrastada com a legislação vigente, com a doutrina jurídica e com casos judiciais registrados entre as décadas de 1930 e 1940. A partir daí, estuda-se teórica e conceitualmente a maneira como é estruturado o saber das parteiras e o motivo pelo qual sua exclusão constitui um caso de injustiça testemunhal. Finalmente, destaca-se a relevância do conhecimento técnico na prática judiciária e sua pertinência para uma reflexão crítica no campo historiográfico.
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