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Sousa Fernandes, Marco Túlio
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Vieira Magalhães Queiroga, Raquel
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Brasil
Este texto analiza noticias de periódicos, publicadas entre 1979 y 1989, que describen las prisiones de Minas Gerais, la realidad de la rutina carcelaria y el relato de los actores que acompañaron estos procesos. Se trata de un análisis basado en el neoinstitucionalismo histórico y en estudios penitenciarios, que abarca dos claves teóricas: castigo y recuperación. Se observó la presencia permanente de crisis y negociaciones en el sistema penitenciario, lo que desencadenó conflictos y negociaciones corporativas. Por el contrario, las intervenciones estatales no lograron tener eco en el ámbito político, incluso en el contexto de la redemocratización. Por el contrario, las prácticas y rutinas violentas dieron lugar a crisis político-institucionales que se trataron con respuestas emergentes, como el aumento de plazas y los traslados de presos, y que apenas dieron lugar a la modificación o creación de un acuerdo institucional capaz de custodiar a las personas detenidas sin que ello diera lugar a un círculo vicioso de violación de derechos.
This text analyzes news articles published between 1979 and 1989, which depicted the prisons in Minas Gerais, the reality of prison routines, and the narratives of the actors involved in these processes. It is an analysis based on historical neo-institutionalism and prison studies, which revolve around two theoretical frameworks: punishment and rehabilitation. The continuous presence of crises and negotiations within the prison system was observed, leading to conflicts and corporate bargaining. On the other hand, state interventions failed to find resonance in the political sphere, even within the context of democratization. Quite the opposite, the violent routine resulted in political-institutional crises that were addressed with emergent responses, such as increasing capacity and transferring prisoners. However, these measures had limited impact on changing or establishing an institutional arrangement capable of overseeing offenders without perpetuating a cycle of rights violations.
Este texto analisa notícias de jornais, publicadas entre 1979 e 1989, as quais retratam as prisões de Minas Gerais, a realidade da rotina carcerária e a narrativa dos atores que acompanharam esses processos. Trata-se de uma análise baseada no neoinstitucionalismo histórico e em estudos prisionais, o que permeia duas chaves teóricas: punição e recuperação. Observou-se a permanente presença de crises e negociações para o sistema prisional, o que desencadeou conflitos e barganhas corporativas. Em contrapartida, as intervenções estatais não foram capazes de encontrar eco no âmbito político, mesmo sob contexto de redemocratização. Pelo contrário, as práticas e rotinas violentas resultaram em crises político-institucionais que foram tratadas com respostas emergentes, como aumento de vagas e transferências de presos, e pouco resultaram na alteração ou criação de um arranjo institucional capaz de custodiar pessoas presas sem que isso resultasse em um ciclo vicioso de violação de direitos.
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