The Paraguayan War (1864-1870), also known as War of the Triple Alliance, has in the hybrid literature of History and fiction a space of resistance against oblivion and often a critical and interpellative remeaning. This article deals with parts of the historiography of the Paraguayan War, approaching its main aspects and relevant episodes as subsidies to the understanding and comparison of the historical novels Río Escarlata (2016), by Paraguayan María Eugenia Garay, and Santo Reis da Luz Divina (2004), by Brazilian Marco Aurélio Cremasco. From different perspectives — nationalist and critical deconstructionist, respectively —, the novels reframe the theme of the Paraguayan War and provide updated interpretive possibilities. In this way, it aims to demonstrate how these narratives are capable of reframing a remarkable moment in the History of Latin America and inducing reflection on humankind, its society and the passage of time.
A Guerra do Paraguai (1864-1870), também conhecida como Guerra da Tríplice Aliança, tem na literatura híbrida de história e ficção um espaço de resistência contra o esquecimento e de ressignificações muitas vezes críticas e interpelativas. Trata-se, neste artigo, de parte do percurso da historiografia sobre a Guerra do Paraguai, abordando seus principais aspectos e episódios relevantes como subsídios à compreensão e comparação dos romances históricos Río Escarlata (2016), da paraguaia María Eugenia Garay, e Santo Reis da Luz Divina (2004), do brasileiro Marco Aurélio Cremasco. Por perspectivas distintas — nacionalista e crítica desconstrucionista, respectivamente —, são obras que reelaboram o tema da Guerra do Paraguai e oferecem possibilidades interpretativas atualizadas. Objetiva-se, dessa forma, demonstrar como essas narrativas são capazes de ressignificar um momento marcante da história da América Latina e induzir à reflexão sobre o humano, a sociedade a que pertence e o percurso do tempo.
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