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The novel O karaíba, by Daniel Munduruku, is made of consecrated strategies in Western narrative tradition. However, the adequacy to such strategies imposes some limits, and these limits are important to discuss the novel. On the one hand, the adequacy allows the indigenous novel – in which exists a dynamic between dissimilar societies (the Western, centered on writing; the indigenous, centered on orality) – to suspend the radicality of the difference between cultures. On the other hand, the refusal to certain narrative conventions builds new ways of narrating, which save the characters from suffering a tragic destiny and let them to oppose the genocide historical perspective.
O romance O karaíba, de Daniel Munduruku, é composto a partir de estratégiasconsagradas na tradição narrativa ocidental. No entanto, a adequação a tais estratégiasimpõe certos limites, essenciais para a compreensão dos sentidos do texto. De um lado, aadequação permite que o romance indígena – em que se supõe uma dinâmica entresociedades dissimilares (a ocidental, centrada na escrita; a indígena, centrada na oralidade) –suspenda a radicalidade da diferença; de outro, a recusa a certas convenções narrativasconstrói novas formas de narrar, que poupam os personagens de um destino trágico e opõemse à perspectiva histórica genocida.
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