Partindo de uma leitura analítico-interpretativa do livro Flor de gume, da escritora brasileira Monique Malcher, o objetivo central deste ensaio é propor uma reflexão sobre a desierarquização de gêneros, estabelecendo um diálogo com a imagem do monstro como constructo social, histórico e cultural. Em Flor de gume, essa corre lação se verifica na forma que estrutura o livro, nas imagens das colagens que o ilustram, na construção das/dos personagens, na rede de convívio feminino presente na narrativa, na discussão sobre a mulher que escreve e a linhagem monstruosa que a atravessa. Nesse tecido literário que estrutura Flor de gume, costura-se também o tecido social, que se adensa no texto de Malcher com a temática da violência física e psicológica contra as mulheres.
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