Brasil
Introduction: With the paradigm shift in the approach to treating mental illness, marked by the new legal system promoted by the Brazilian Psychiatric Reform, it is crucial to carefully assess the care provided by the mental health network. Objective: To assess the care provided by prosecuted network users of a Center for Psychosocial Care III (CAPS III). Methods: Data were collected according to Bardin content analysis, observation and semi-structured interviews, from full CAPS III users and those prosecuted between 2011 and 2012. Results: The interviews suggest weaknesses in RAPS, such as lack of equipment and interaction; family members and CAPS professionals are the affective network. There is a lack of provisions for urgency and emergency care in RAPS, generating a conflict between the Law and the field of mental health, and neglect of subjective peculiarities in each case. Conclusion: We characterized the formal network as being both social and emotional, and found a need to establish a stronger intersectional network, including Law-related interaction mechanisms. We emphasize that Psychosocial Care should be fully placed at the center of CAPS service provision, encouraging the practice of dialogue with intersectional bodies of RAPS, care compliance and liability in CAPS III, guided by a care network in a territorialized form.
Introdução: com a mudança de paradigma no olhar para a loucura, marcada pelo novo ordenamento jurídico fomentado pela Reforma Psiquiátrica brasileira (RPb), consideramos de suma importância discutir como o cuidado em rede na saúde mental têm se efetivado. Objetivo: Analisar as diversas redes de usuários judicializados de um Centro de Atenção Psicossocial III (CAPS III). Métodos: Levantamento dos usuários que passaram por hospitalidade integral (HI) no CAPS III e que foram citados pelo Ministério Público (MP) e Poder Judiciário (PJ) em algum processo, nos anos de 2011/2012 por meio da análise de prontuários; Dados analisados conforme análise de conteúdo de Bardin; instrumentos: observação participante e entrevistas semiestruturadas. Resultados: As entrevistas sugerem fragilidades na RAPS, como falta de equipamentos e articulações entre CAPS III e judiciário, a rede afetiva é apontada como composta por membros da família, profissionais do CAPS e de outros equipamentos intersetoriais. Faltam dispositivos de acolhimento à urgência e emergência na RAPS, gerando um conflito entre o campo do direito à saúde mental e às peculiaridades subjetivas de cada caso. Conclusão: chegamos às categorias de rede afetivo-social e redes de saúde; ratificamos a necessidade de tecer uma rede intersetorial mais sólida, incluindo cada vez mais os mecanismos de justiça a favor dos usuários. Apontamos como urgente a retomada da noção de Atenção Psicossocial pertinente ao dispositivo CAPS; a responsabilização pela atenção à crise no CAPS III, pautados no cuidado em rede de forma territorializada.
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