Brasil
Introduction: Infant mortality is a major health indicator for assessing the quality of life of a population, their level of development and access to health services. One of the health goals set out for Brazil in 2015, as proposed by the United Nations’ Millennium Development Goals, is to reduce infant mortality rate, especially early neonatal mortality. Objective: To describe the epidemiology of infant mortality in Ceara between 1996 and 2011. Methods: A descriptive study of evolution of mortality, with variables drawn from Datasus/ Brazilian Ministry of Health database. Results: For the 16 year period selected, the following numbers were found: 21,865 (45 %) of early neonatal deaths, 6,906 of late neonatal deaths (14.2%), and 19,771 (40.8 %) of post-neonatal deaths in the state of Ceará. There was a slow decline in the values of the mortality rate and a higher prevalence of deaths in newborns at 28-36 weeks of gestation. Decreases were more pronounced for some causes of death, particularly infectious diseases, accompanied by smaller reductions in neonatal deaths and increased preterm births. The causes of death were the most prevalent in the perinatal period and in congenital malformations. Males accounted for the highest absolute number of deaths. A predominance of infant deaths was found in the group of mothers aged 20-24 years, followed by adolescent mothers. Conclusion: This study points to the need for further research on magnitude, trends and factors associated with perinatal mortality, in order to design implement effective health policies targeted at this population.
Introdução: A mortalidade infantil consiste em um dos principais indicadores de saúde, que permite avaliar a qualidade de vida de uma população, tendo como base seu nível de desenvolvimento e o acesso aos serviços de saúde. Uma das metas do Brasil até 2015, proposta pelos objetivos de desenvolvimento do milênio, é a redução da taxa de mortalidade infantil, sobretudo da mortalidade neonatal precoce, que está estreitamente ligada a problemas na atenção à saúde da gestante e do recém-nascido. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico dos óbitos infantis no Ceará entre 1996 e 2011. Métodos: Estudo descritivo, de evolução temporal, com variáveis retiradas do banco de dados do DATASUS/Ministério da Saúde. Resultados: Durante os 16 anos estudados foram registrados 21.865 (45%) óbitos neonatais precoces, 6.906 (14,2%) neonatais tardios e 19.771 (40,8%) no período pós-neonatal no estado do Ceará. Observou-se um declínio lento nos valores do coeficiente de mortalidade e maior prevalência de óbitos em recém-nascidos com 28 a 36 semanas de gestação. Decréscimos mais pronunciados foram observados para algumas causas de morte, particularmente as doenças infecciosas, acompanhados por reduções menores nos óbitos neonatais e pelo aumento da ocorrência de nascimentos pré-termo. As causas de óbito mais prevalentes foram as originadas no período perinatal e as malformações congênitas. O sexo com maior número absoluto de óbitos foi o masculino. Percebeu-se um predomínio de óbitos infantis no grupo de mães com faixa etária 20 a 24 anos, seguido das mães adolescentes. Conclusão: Com o estudo foi possível perceber a necessidade de realização de pesquisas relacionadas à magnitude, tendência e fatores associados à mortalidade perinatal, para que seja possível a criação de novas políticas de saúde e uma melhor organização da rede de atenção a saúde materna e infantil.
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