Brasil
Introdução: Entende-se ser fundamental a qualidade de vida do profissional que atua na Saúde da Família, porquanto os fatores que nela interferem podem comprometer o cuidado prestado aos usuários dos serviços de saúde. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida dos trabalhadores das equipes da Estratégia Saúde da Família do município de Timbó - SC. Métodos: Participaram da pesquisa 93 indivíduos. Foi utilizado o instrumento de qualidade de vida denominado WHOQOL-bref, composto por duas partes. A primeira parte contém dados de caracterização dos respondentes e a segunda, questões distribuídas em quatro domínios (físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente). Foram incluídas no final do instrumento duas questões abertas: “O que é para você qualidade de vida?” e “Como você pode melhorar a sua qualidade de vida?”. As questões foram analisadas separadamente, conforme opções da escala numérica do tipo Likert. Resultados: Dos 93 indivíduos que participaram da pesquisa, 80% classificaram sua qualidade de vida como boa ou muito boa, embora 42% tenham relatado apresentar problemas de saúde (sendo a depressão e os problemas nervosos os mais prevalentes – 13% e 7,5%, respectivamente). O domínio relações sociais apresentou o maior escore (Média=75,0; Desvio-padrão=17,4), seguido dos domínios físico (Média=73,2; Desvio-padrão=16,5), psicológico (Média=72,0; Desvio-padrão=14,2) e meio ambiente (Média=63,2; Desvio-padrão=14,0). Agruparam-se as respostas às questões abertas em três categorias: necessidades básicas, trabalho e família. Conclusão: Esses achados confirmam a necessidade de uma rede de apoio para esses profissionais de saúde, especialmente em saúde mental, e de uma melhoria das condições relativas ao ambiente, nesse incluído o do trabalho, e à remuneração.
Introduction: The quality of life of professionals working on family health is believed to be essential, because the factors which interfere on it can compromise the care delivered to health service users. Objective: To assess the quality of life of family health strategy team workers in the city of Timbó, SC, Brazil. Methods: WHOQOL-bref questionnaire was used for data collection. It comprises two parts: the first includes data describing the respondents, whilst the second includes questions divided into four domains (physical, psychological, social relations and environment). Moreover, two open questions were included in the end of the instrument: “What is quality of life, in your opinion?” and “How can you improve your quality of life?”. The questions were analyzed separately, according to options of the Likert numeric scale. Results: Ninety-three subjects participated in this study, of whom 80% assessed their quality of life as good or very good, although 42% reported having health problems (with depression and nervous problems being the most prevalent – 13% and 7,5%, respectively). The domain social relations presented the highest score (75.0±17.4), followed by the domain physical (73.2±16.5), domain psychological (72.0±14.2) and the domain environment (63.2±14.0). The mean of all domains was 71. The answers to open questions were grouped into five categories: basic needs, work, family, payment situation and personal universe. Conclusion: These findings confirm the need of a network to support these health professionals, especially with regard to mental health, environmental conditions (including that of work) and wages.
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